Soneto de fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Serenata do adeus
Ai, a lua que no céu surgiu
Não é a mesma que te viu
Nascer dos braços meus...cai a noite sobre o nosso amor
E agora só restou do amor
Uma palavra: adeus...
Ai, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora...
Ai, que amor é se ir morrendo
Pela vida aforaÉ refletir na lágrima
O momento breve
De uma estrela puracuja luz morreu...
Ò mulher, estrela a refulgir
Pane, mas antes de partir
Rasga o meu coração...crava as garras no meu peito em dor
E esvai em sangue todo o amor
Toda a desilusão...
Ah, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora...
Ai, que amar é se ir morrendo
Pela vida afora
É refletir na lágrima
O momento breve
De uma estrela puracuja luz morreu
Numa noite escura
Triste como eu...
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