segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fantoche de hipopótamo faz animal da mesma espécie voltar a comer


Chico causava preocupação, porque não se alimentava.
Zôo passou então a dar comida na boca do bicho, usando o fantoche.

O hipopótamo Chico causava preocupação aos funcionários do zoológico britânico Heythrop Zoological Gardens, em Oxfordshire: ele se recusava a comer e, por isso, corria o risco de perder peso. Diversas tentativas fracassaram, até que eles passaram a alimentá-lo usando um fantoche com formato de hipopótamo que imita a personagem Gloria, do filme “Madagascar”.
A estratégia deu certo e Chico voltou a comer -- principalmente cenouras, seu alimento favorito. Segundo o jornal “Telegraph”, um funcionário do zôo ganhou a luva em uma promoção de supermercado. Ao comprar um detergente, o consumidor ganhava a luva com visual da personagem Gloria.

Fantoche de hipopótamo faz animal da mesma espécie voltar a comer

Chico causava preocupação, porque não se alimentava.
Zôo passou então a dar comida na boca do bicho, usando o fantoche.

O hipopótamo Chico causava preocupação aos funcionários do zoológico britânico Heythrop Zoological Gardens, em Oxfordshire: ele se recusava a comer e, por isso, corria o risco de perder peso. Diversas tentativas fracassaram, até que eles passaram a alimentá-lo usando um fantoche com formato de hipopótamo que imita a personagem Gloria, do filme “Madagascar”.
A estratégia deu certo e Chico voltou a comer -- principalmente cenouras, seu alimento favorito. Segundo o jornal “Telegraph”, um funcionário do zôo ganhou a luva em uma promoção de supermercado. Ao comprar um detergente, o consumidor ganhava a luva com visual da personagem Gloria.

domingo, 16 de novembro de 2008

Ibson e Kleberson comandam goleada do Flamengo sobre o Palmeiras

Meias dão um show de bola, time rubro-negro vence por 5 a 2 no Maracanã e ainda sonha com o título brasileiro

Numa tarde de gala de Ibson e Kleberson, o Flamengo goleou o Palmeiras por 5 a 2, neste domingo no Maracanã. Até o técnico Caio Júnior, que dificilmente continua no clube em 2009, foi festejado pela torcida. Com o resultado, o Rubro-Negro entra no G-4 e ainda sonha com o título brasileiro a três rodadas do fim do campeonato. O líder São Paulo, que venceu o Figueirense por 3 a 1, tem 68 pontos, enquanto o time carioca foi a 63. O Verdão caiu para a quinta posição, com 61.
Na próxima rodada, o Flamengo vai pegar o Cruzeiro, no Mineirão. O Palmeiras encara o Ipatinga, no Palestra Itália. As duas partidas vão ser realizadas no domingo.
Paraíba e Ibson garantem vantagem do Fla
O jogo começou quente e logo aos dois minutos o Flamengo abriu o marcador. Kleberson fez boa jogada pelo lado direito e cruzou para Marcelinho Paraíba. O atacante bateu de primeira e fez um golaço, o primeiro dos cariocas. Mesmo com o gol, o Palmeiras não se abalou e passou a dominar o jogo, rondando com perigo a áre do goleiro Bruno.
Aos 11, o Alviverde chegou ao empate. Kléber recebeu dentro da área e foi derrubado de forma infantil por Jaílton: pênalti marcado pelo árbitro Leonardo Gaciba. Na cobrança, Alex Mineiro deslocou Bruno e marcou para os paulistas. O jogo continuou quente e movimentado, com as duas equipes buscando o segundo gol no Maracanã.
O Flamengo chegou novamente aos 20. Obina bateu rápido uma falta na intermediária para Fábio Luciano, que lançou Marcelinho Paraíba já dentro da área. O atacante rubro-negro cruzou para Ibson, que chutou para marcar o segundo dos cariocas.
A partir do segundo gol do Flamengo, a partida caiu muito em qualidade. Sentindo o forte calor do Rio de Janeiro, as duas equipes diminuíram o ritmo e passaram a tocar mais a bola, sem falar nos sucessivos erros de passe. Os cariocas voltaram a assustar aos 41. Em cobrança de escanteio, Jaílton desviou de calcanhar e quase enganou o goleiro Marcos.

Segunda etapa impecável do Fla

O Flamengo voltou para o segundo tempo sem o lateral-esquerdo Juan. O técnico Caio Júnior optou pela entrada de Everton. E o time carioca voltou disposto a matar a partida. Obina teve duas chances claras de marcar, mas errou o alvo. Na primeira, com um minuto, recebeu na frente de Marcos e chutou em cima do goleiro. Na outra, aos 5, dominou dentro da área e finalizou mal. O Rubro-Negro carioca ainda perdeu mais uma chance antes de ampliar. Everton chutou da marca do pênalti e o camisa 1 do Verdão fez uma bela defesa.
Porém, aos dez minutos não teve jeito. Kleberson fez outra bela jogada e encontrou Ibson completamente livre já dentro da área pelo lado esquerdo. O meia ajeitou o corpo e acertou um lindo chute, no ângulo esquerdo de Marcos, marcando o terceiro do Fla.
Em uma bobeada da zaga do Fla, o Palmeiras diminuiu a diferença. Após um corte errado de Aírton, a bola sobrou nos pés de Leandro pelo lado esquerdo. O lateral cruzou na cabeça de Kléber, que só teve o trabalho de colocar para a rede do goleiro Bruno, aos 15. O jogo continuou eletrizante, e os cariocas fizeram o quarto, aos 19. Kleberson recebeu dentro da área e cruzou para Ibson tocar de letra. Mais um lindo gol rubro-negro.
Aos 24, o Flamengo selou a sua vitória em um belíssimo contra-ataque. Fábio Luciano tocou para Obina na esquerda. O atacante lançou para Ibson, que entrou dentro da área e cruzou. Após um bate-rebate, a bola sobrou novamente para o capitão rubro-negro, desta vez pelo lado direito. O zagueiro cruzou na cabeça de Kleberson, que fez o quinto do time rubro-negro. Muita festa e esperança dos rubro-negros nas arquibancadas do Maracanã.

FLAMENGO 5 x 2 PALMEIRAS
Bruno, Jaílton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Leo Moura, Aírton, Kleberson, Ibson (Maxi) e Juan (Everton); Obina e Marcelinho Paraíba (Toró). Marcos, Martinez (Sandro Silva), Gustavo e Roque Júnior; Fabinho Capixaba, Pierre, Jumar (Maicosuel), Diego Souza e Leandro; Alex Mineiro e Kléber.
Técnico: Caio Júnior.

Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Marcelinho Paraíba, aos 2 minutos, Alex Mineiro, aos 12 minutos, Ibson, aos 20 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 10 minutos, Kléber, aos 15 minutos, Ibson, aos 19 minutos, Kleberson, aos 24 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Gustavo (Palmeiras). (kkkkkkkkkkk)
Estádio: Maracanã. Data: 16/11/2008. Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa/RS). Auxiliares: Milton Otaviano (Fifa /RN) e Alessandro de Matos (Fifa/BA). Renda: R$ 1.166.807,00. Público: 59.678 pagantes

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Que lindoo! Chipanzé adota filhotes de tigre



Chimpanzé 'adota' filhotes de tigre na Flórida
Macaca brinca, dorme e até oferece dedos para felinos usarem como chupeta.

No Jungle Park, na Flórida, uma chimpanzé adotou dois filhotes de tigre, recém-chegados de outro parque na Carolina do Sul.
Os pequenos Mitra e Shiva ainda não se adaptaram ao calor de Miami, e desde a sua chegada, encontraram na macaca Anjana uma espécie de mãe adotiva.
A treinadora China York conta que a chimpanzé oferece os próprios dedos para os tigres usarem como chupeta quando eles estão chorando e que os três bichos dormem e brincam juntos.
A expectativa é que o relacionamento especial entre a macaca e os tigres continue até que eles cresçam e se tornem perigosos demais para conviver com a chimpanzé.
Essa não foi a primeira vez que Anjana adota filhotes de outras espécies. Segundo a administração do parque Jungle Island, ela também já tratou de leõezinhos e de leopardos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Próprias Mentiras - Deborah Blando

Próprias Mentiras

Cuide do seu nariz
Você fala demais
Não fui eu que pedi
Se o teu conselho fosse bom
Tu vendia...

Eu não quero ouvir
Onde foi que eu errei
Não foi assim que eu quis
Infelizmente foi em você
Que eu me espelhei...

Hey! Cadê?
Me devolve a inocência
Que atirei
No quintal lá fora
Plantei teu medo..

Eh! Eh!! Fui eu!
Quem ficou na casa vazia
Você deixou suas tralhas
Agora tira
Mais fácil julgar
Do que ter que olhar
Prás próprias mentiras
Hey! Hey!
Mas agora chega!
Não sou ovelha negra
Nem qualquer menina...

Me diz prá quê
Que eu vou ser
O que esperas de mim
Eu não sou sua mãe
Não te carreguei
Na minha barriga
Agora preste atenção
E me deixe falar
Aprendi a dizer não
(Não!)
Já chegou a hora
De me libertar...

Hey! Hey! Não dá!
Esse papo de faça como eu
Sempre digo:
Nunca faça o que eu faço
Eh! Eh! Doeu!
Teu olhar roubou
O que era meu
Tuas palavras ecoam
No meu destino...

Mais fácil julgar
Do que ter que olhar
Prás próprias mentiras
Eh!
Tentar esconder
Prá não ter que ver
Onde dói a ferida...

Ah ah ah ah ah ah ah!
Eh eh! eh eh eh eh eh!

Hey! Hey! Prá quê!
Você me fez acreditar
Que eu era a princesinha
Do teu castelo
Eh! Eh! Não dá!
Prá esperar de um homem
Que não cresceu
Pois alguém também
Te feriu de jeito...

Mais fácil julgar
Do que ter que olhar
Prás próprias mentiras
Mas agora chega
Não sou ovelha negra
Nem qualquer
Menina da vida
Da vida, não
Mais fácil julgar
E acreditar
Nas próprias mentiras
Tentar esconder
Prá não ter que ver
Onde dói a ferida da vida
Da vida, eh!
Tchururu rú, tchururu rú
Tchururu rú, tchururu rú
Tchururu rú, tchururu rú
Não sou qualquer
Menina da vida!

Innocence - Déborah Blando

O céu esconde o que eu queria ver, estrelas são olhos na escuridão.
Noite inundada pela imensidão, invade as portas da solidão.
No universo nada é separado, nada é excomungado, é só união, o resto é ilusão...
Entre o caos e a ordem se fez a conciliação...
De quem é a sanidade se tens medo com pedras nas mãos, de quem é a verdade quando ainda lavam-se as mãos?
Queria ter uma vida normal, queria poder sentir mais igual
Poder dormir quando a noite vem, sonhar com flores, caindo nas mãos...
Mas há uma cruz pesada, são espinhos que não páram de sangrar em vão, sangrando então,
todas as culpas inventadas, derramadas no chão....

Ooh-ooh-ooh
Who's gonna fight for innocence
When we're always denying the proof?
Ooh-ooh-ooh
Who's gonna fight for justice
When we wash our hands of the truth

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lindo poema!!!!!!!

De todos que me beijaram

De todos que me abraçaram

Já não me lembro, nem sei

São tantos os que me amarraram

São tantos os que eu amei

Mas tu que rude contraste

Tu que jamais me beijaste

Tu que jamais abracei

Só tu nesta alma ficaste

De todos os que eu amei!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Eba!!! Tietagem...e trabalho!

Maurício Lima, ex seleção de vôley brasileira. Mto gente fina e simples!!!
Entrevista no BB...200 anos do BB e Projeto Embaixadores do Esporte!





quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nossos Momentos

Quando me bate a saudade
E eu começo a lembrar
Penso em você e o tempo volta atrás
E a sua voz volta no tempo
Toda luz traz seu olhar
São os nossos momentos
Não podem voltar
E eu vou seguindo o meu caminho
Só me resta sonhar
E ter a esperança de algum dia te encontrar
Eu bem sei que ainda te amo
Só não sei se eu sei te amar
E se os nossos momentos
Não vão mais voltar...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

OPAAAAAAAAAAAAAAA!!!!! FOI MAL AÍ! RSRSRSRS



A nona rodada do Brasileirão 2008 teve duas cores: vermelha e preta. Atlético-PR, Sport e Vitória venceram e ganharam posições na tabela de classificação. Apenas o Flamengo, que já era líder isolado da competição, não subiu posições. Porém, o bicampeão carioca abriu uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo colocado. Por outro lado, a rodada foi ruim para os tricolores. Grêmio e Fluminense foram derrotados, e o São Paulo cedeu empate para o vice-lanterna Ipatinga dentro do Morumbi.

A vitória do Flamengo por 3 a 0 em cima do Náutico, no Rio (assista aos gols), deixou o Rubro-Negro com 22 pontos, pontuação que clube algum ainda tinha conseguido na história do Brasileiro por pontos corridos. As melhores performances até então foram a do Cruzeiro, em 2003, e do Botafogo, no ano passado, com 21. Além disso, a vantagem de cinco pontos sobre o segundo lugar também é inédita neste ponto da competição.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Toma gambazeada!!!!! kkkkkkkkkkkk

Sport vence o Corinthians por 2 a 0 no Recife e é campeão da Copa do Brasil
Gols de Carlinhos Bala e Luciano Henrique dão ao time pernambucano o título e a vaga para a Taça Libertadores da América de 2009

O Sport fez aquilo que precisava. Venceu o Corinthians por 2 a 0, no Recife, e conquistou o seu primeiro título da Copa do Brasil. Com os gols de Carlinhos Bala e Luciano Henrique, ainda no primeiro tempo, o Leão devolveu a diferença do Timão na primeira partida (3 a 1 no Morumbi), mas, por ter feito um gol fora de casa, ficou com a taça. Empurrado por uma Ilha do Retiro lotada e enlouquecida, o Rubro-Negro é o primeiro brasileiro garantido na Taça Libertadores da América de 2009. Os paulistas reclamaram de um pênalti de Magrão em Acosta nos acréscimos, mas não teve jeito.



O dia da decisão foi tenso desde as primeiras horas. Pela manhã, a delegação do Corinthians, que viajou para Pernambuco na segunda-feira à tarde, mas estava longe da capital – em Cabo de Santo Agostinho – para evitar tumulto, finalmente chegou ao Recife. Enquanto isso, centenas de corintianos sem ingressos desembarcavam na cidade. Nos bastidores, as duas diretorias travavam uma batalha por bilhetes. O Timão exigia os 10% que o Estatuto do Torcedor determina; o Sport, dizendo que não foi bem tratado no primeiro jogo, em São Paulo, cedeu apenas 950. Horas depois, com intervenção até do governo do estado, a liberação de mais 500. Indignados, os alvinegros protestaram, fecharam ruas, mas muitos tiveram de ficar fora da Ilha do Retiro.

Poucos minutos antes do jogo, os técnicos confirmaram as escalações, e as maiores surpresas estavam do lado rubro-negro. Mano Menezes só manteve Alessandro no lugar de Lulinha; já Nelsinho Baptista optou por Diogo na vaga de Luisinho Netto e entrou com Kassio quando todos imaginavam que seria com Enílton.

A bola rolou, e Nelsinho precisou de 25 minutos para perceber que tinha errado. O Sport pouco ameaçava e o treinador, então, voltou atrás para mandar Enílton, o “herói” do primeiro jogo, no lugar de Kassio. O tempo passava, os tais 15 minutos iniciais, que todo visitante que não pode perder teme, já tinham ficado para trás. O Corinthians até parecia controlar bem o andamento da partida, mas o Leão tinha mais volume e insistia nas bolas alçadas, principalmente nas cobranças de escanteio.

Empurrado pela torcida, que lotou o caldeirão da Ilha, o Sport também tentava se infiltrar pelo meio da área. E, aos 34 minutos, conseguiu abrir o placar. Luciano Henrique achou Carlinhos Bala livre, que dominou no peito e chutou cruzado. Felipe ainda tentou defender, chegou a tocar na bola, mas não conseguiu desviar a trajetória.
O placar de 1 a 0 ainda daria o título para o Corinthians. O Sport precisava de mais. E ninguém imaginava que o segundo gol sairia tão rápido. Dois minutos depois, a zaga do Timão rebateu escanteio (outro!) e, de fora da área, Luciano Henrique pegou de primeira. A bola passou por cima de vários jogadores, quicou e enganou Felipe, passando por baixo das pernas do goleiro. Com 36 minutos, os pernambucanos já tinham feito o que era preciso para inverter a vantagem do rival e ficar com a mão na taça. Seria preciso segurar assim até o fim do jogo.

No intervalo, Mano Menezes tentou corrigir os erros, acertar o posicionamento e dar uma injeção de ânimo no apático Corinthians. Além disso, tirou o baleado Diogo Rincón, que vai operar nos próximos dias um problema antigo no joelho, e o sumido Carlos Alberto. Para tentar o gol, pôs Lulinha e Acosta.



Enganou-se, porém, quem imaginou que o Sport ia armar uma retranca. Na volta para o segundo tempo, Nelsinho trocou o cansado Leandro Machado por Roger, e o Leão continuou pressionando. O Timão, pela necessidade, passou a buscar mais o jogo e se arriscar. Logo, se expor mais aos contra-ataques. Mas só o gol poderia dar o título para os paulistas. Aos 27, Mano deu a última cartada: saiu Dentinho e entrou Wellington Saci. Mas Saci ficou apenas um minuto em campo. Ao pisar em Carlinhos Bala após troca de chutes no chão, recebeu cartão vermelho do árbitro Alicio Pena Júnior.

Parecia ser o fim do Corinthians. O tempo passava, o Sport não deixava mais o Timão chegar perto da sua área e até ameaçava marcar o terceiro gol. O uruguaio Acosta ainda teve a bola do jogo nos minutos finais, mas num lance polêmico, em que caiu na área ao se chocar com o goleiro Magrão, viu o título ir embora. William, outro expulso, nem viu... Com o apito final, a Ilha do Retiro foi abaixo com o título mais importante da história do rubro-negro pernambucano. Ao Alvinegro, resta continuar a sua caminhada na Série B.

terça-feira, 10 de junho de 2008

A porquinha que tem medo de lama!!!!




Sensacional! Quando vi a foto no "Daily Mail" não tive como dar boas gargalhadas... Uma porquinha de botas!!! Sabe por quê? O animal tem medo da lama!!! Sensacional!

A fobia de Cinders - nome tirado da personagem Cinderela, que usava confortáveis sapatinhos de cristal - foi descoberta pelos donos da porquinha, os fazendeiros Debbie e Andrew Keeble, da região inglesa de North Yorkshire. Cinders entrava em pânico sempre que a aproximavam da lama...

Para resolver o problema, o casal tirou as botas de um ursinho de pelúcia da filha. Como Cinders se adaptou bem, Debbie e Andrew compraram outro brinquedo para calçar a porquinha totalmente. Bingo! Cinders agora pode passear sem medo pelo lamaçal da fazenda! Sensacional!!!

Uma fábula em pleno século XXI...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

AMIZADEEEEE!!!!!! = *



"Pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que permanecem!!!"
Garotinhas...adoro vcs!!!! = *
Andréia, Karlinha e eu no Chawarma Kzabar - Cascavel 09/05/08

AMIZADE!!!!!!



"PESSOAS ENTRAM EM NOSSA VIDA POR ACASO, MAS NÃO É POR ACASO QUE ELAS PERMANECEM..."
Lindas...adoro vcs! = * bjkkksss Andréa e Karlinha!!!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Zoológico da Suíça apresenta dupla de filhotes de leopardo

Pequenos felinos têm apenas sete semanas de vida, tendo nascido em março passado.
Filhotes já dão muito trabalho à mãe, que tenta evitar seus passeios por recinto.

A fêmea de leopardo Leonie, que vive num zoológico da cidade suíça de Rothenburg, perto de Lucerna, deu à luz dois filhotes em março, e os bebês finalmente estão sendo apresentados aos freqüentadores do parque. A dupla ainda não tem nome e conta apenas sete semanas de vida, mas já dá um trabalho considerável à mamãe felina.


Filhotes estão com sete semanas de vida (Foto: Michael Buholzer/Reuters)

Mamãe não deixa o filho andar muito solto pelo recinto (Foto: Michael Buholzer/Reuters)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

kkkk E na prova de matemática...

E ainda dizem que os alunos não fazem o que os professores pedem...pkba!

Cachorro é o que há! huahuahauh

Cães concorrem a título de melhor pedigree na Alemanha
Cerca de seis mil cachorros participam do concurso.
'Dog Show' acontece nesta sexta-feira (2), na cidade alemã de Dortmund.



quinta-feira, 1 de maio de 2008

Tu és time de tradição raça amor e paixão óh meu mengo...eu sempre te amarei onde estiver estarei, óh meu mengo!!!

Fla faz quatro no México e fica perto da vaga
Equipe brasileira pode perder no Maracanã por até dois gols de diferença (2 a 0 ou 3 a 1)

Três dias depois de obter vantagem na final do Campeonato Carioca, o Flamengo conseguiu mais um bom resultado e está muito perto da classificação para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Após desgastantes 14 horas de viagem para a capital mexicana, o time carioca mostrou fôlego para derrotar o América do México por 4 a 2 no estádio Azteca (assista aos gols da partida no vídeo ao lado). As duas equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, às 21h50m, no Maracanã. O Flamengo garante a vaga até com derrotas de dois gols de diferença por 2 a 0 ou 3 a 1.

O resultado fez crescer a crise no América. O clube, que amarga a lanterna do Campeonato Mexicano, ainda perdeu o seu treinador. Insatisfeito com o rendimento do time, Ruben Romano pediu demissão. No Flamengo, Joel Santana, que está se despedindo do clube rumo à África do Sul, tentaria estender sua permanência no comando rubro-negro até o fim da Libertadores.



O jogo
Com duas alterações em relação ao time que iniciou o jogo contra o Botafogo no último domingo - Luizinho no lugar de Leo Moura, e Jaílton na vaga de Toró -, o Flamengo não se intimidou por estar na casa do adversário e buscou o ataque. Logo aos dois minutos, a equipe carioca teve excelente chance de abrir o placar. Após escanteio cobrado por Luizinho, Marcinho cabeceou da risca da pequena área e mandou a bola por cima do gol.

Mesmo sem Leo Moura, poupado, o Fla manteve a força pelas laterais. Luizinho avançou bastante ao ataque na primeira metade da etapa inicial, assim como Juan pela esquerda. Aos 20 minutos, a equipe perdeu nova chance. Luizinho cobrou escanteio da esquerda, Souza desviou de cabeça, e a bola sobrou para Kléberson, sem marcação. O meia chutou forte, e a bola explodiu em Cervantes, que salvou.


Fla marca mas cede empate



AGÊNCIA O GLOBO
Diego Tardelli abraça Obina na comemoração do terceiro golO goleiro do Flamengo somente foi exigido aos 21. Com o time mexicano com dificuldades para superar o bloqueio rubro-negro na entrada da área, Villa arriscou um chute de longe, e Bruno defendeu com firmeza. Após dar um susto na torcida ao ser atendido em campo reclamando de dores na coxa direita, o goleiro Bruno voltou a ser exigido aos 36, em novo chute de fora da área, desta vez de Cervantes.

Se perdeu uma chance com dois minutos de jogo, Marcinho não desperdiçou outra a dois do encerramento do tempo regulamentar. Aos 43, Bruno fez um lançamento longo, Rodriguez não conseguiu cortar, e o atacante rubro-negro dominou, driblou Sebá Dominguez e chutou. Um pouco adiantado, Ochoa não conseguiu defender. Mas a festa rubro-negra no Azteca durou apenas dois minutos. Após cobrança de escanteio, Mosqueda aplicou um belo drible em Luizinho e cruzou. Cervantes se antecipou a Fábio Luciano e desviou de cabeça, colocando a bola no canto esquerdo, longe do alcance de Bruno.



Jogo aberto
Para a segunda etapa, Joel fez duas alterações na equipe rubro-negra, colocando Leo Moura no lugar de Juan (Luizinho passou a jogar deslocado pela esquerda) e Obina na vaga de Souza. Consciente de que o empate em casa era um resultado que não interessava, o América iniciou a etapa final com mais disposição e assustou Bruno nos dois primeiros minutos com chutes de fora da área. Mas o Fla respondeu no terceiro minuto. Obina recebeu na entrada da área, e a bola sobrou para Ibson, que chutou para Ochoa espalmar para córner.

Mesmo improvisado, Luizinho não deixou de avançar e criou excelente chance pela esquerda, aos 12. O lateral superou a marcação e cruzou. Obina completou forte e, Ochoa defendeu com dificuldade. Dois minutos depois, do outro lado, Bruno falhou ao sair do gol depois de escanteio. Cervantes cabeceou para baixo, e Leo Moura salvou em cima da linha. O jogo ficou aberto, com as duas equipes procurando o gol de desempate.




AGÊNCIA O GLOBO
Leo Moura encobre Ochoa e marca o quarto gol do Flamengo no AztecaSe teve sorte de estar no lugar certo para evitar o segundo gol mexicano, Leo Moura deu azar aos 18. O lateral arrancou pelo meio driblando e ficou cara a cara com o goleiro. O rubro-negro teve tempo de olhar e colocar. Venceu o arqueiro, mas parou na trave esquerda. As chances rubro-negras se sucederam. Aos 19, Leo Moura cruzou forte, Obina se esticou, mas não alcançou. No minuto posterior, o atacante recebeu um presente de Cervantes na entrada da área, mas chutou mal.

O que estava desenhado se concretizou aos 24. Kléberson acionou Obina pela direita, que lançou Marcinho. O atacante chutou cruzado e desempatou. Mas para a tristeza dos rubro-negros, o que ocorreu na primeira etapa se repetiu no período final: o América empatou dois minutos depois. Cabañas recuperou uma bola quase perdida na linha de fundo e cruzou. A zaga do Fla ficou indecisa, e Mosqueda completou na pequena área, empatando.



Estrela de Joel
Diante da facilidade encontrada pelos brasileiros em superar a defesa do time mexicano, Joel decidiu trocar o volante Cristian pelo atacante Diego Tardelli aos 35. A estrela do treinador mais uma vez brilhou, como ocorreu no domingo. Aos 42, Obina chutou da entrada da área e acertou a trave esquerda. A bola sobrou para Leo Moura, que cruzou para Diego Tardelli completar para o gol vazio.

Um dos destaques da partida, o lateral teve o privilégio de fechar o marcador ao 46. Com muito fôlego, Leo Moura avançou pela direita, tabelou com Ibson e encobriu o goleiro. 4 a 2. Para alívio de Joel Santana, que respirou fundo no banco de reservas após o último gol do time em seu penúltimo jogo no comando do time carioca. Alívio por saber que deixou a classificação para as quartas bem encaminhada para o seu sucessor. Isso se não conseguir convencer os sul-africanos e ficar no Fla até o fim da Libertadores.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Minhas crônicas parte VII

O silêncio e o barulho

Já repararam como os orientais são famosos pela maioria das coisas que têm e produzem? Carros sofisticados, aparelhos de som, televisores... Enfim, sua tecnologia está entre as melhores do mundo. Mas não é sobre esse aspecto dos orientais que eu quero me referir neste momento e nem apenas dos japoneses ou chineses, pois geralmente essa etnia é a primeira a vir em mente. Quero me referir também aos indianos e adeptos do budismo, praticantes de ioga e etc. Em suma, ao poder de controlar suas palavras e saber silenciar. Lembro-me daquele adágio que diz que “a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro”.
Hoje em dia não existe o silêncio. Estamos rodeados de palavras e de poluição sonora de todos os tipos. Parece pleonasmo e um tanto óbvio, mas “onde há barulho não se ouve o silêncio”. “Ouvir o silêncio”... Interessante já que o meu caro leitor conclui antecipadamente e, desesperadamente, que o silêncio não faz barulho! Portanto, seria impossível ouvi-lo, certo? Errado. É aí que mora o engano. Às vezes o silêncio é ensurdecedor. Isto por que, geralmente, quando se fica em silêncio, o que trabalha é a consciência. O corpo pára, o cérebro não. Tudo aquilo que se encontra no subconsciente vem à tona. Se for bom, ótimo. Se for ruim, nem mil fanfarras poderão fazer tanto barulho quanto os pensamentos ou a reflexão. Eduardo Queiroz afirma que ‘O silêncio é basicamente um efeito acústico, ao contrário do que imaginamos, ele existe somente onde sons podem ser ouvidos.
“Seja dono de seu silêncio para não virar escravo de suas palavras”. Provavelmente desta, nenhum adolescente escapou. Cito adolescentes porque, geralmente, quando se é adolescente, tudo o que se quer é ter uma boa resposta na ponta da língua. Dessa forma, parecer o que não é. (Neste acaso uma pessoa bem resolvida e inteligente o suficiente para se sentir um adulto.) Mero engano. Posso citar alguns motivos pelos quais deve se preferir o silêncio ao barulho (ou a qualquer manifestação que não seja o silêncio, seja ela dita ou expressa de outra forma) provindos de provérbios: “Quanto menos a pessoa fala, menos erra” (autor desconhecido); “Você jamais terá de explicar alguma coisa que não disse” (autor desconhecido); “Um tolo diz aquilo que sabe, um sábio diz aquilo que diz” (Rabi Simcha Bunim), “O ignorante afirma; o sábio duvida; o sensato reflete” (Aristóteles)... Poderia pontuar mais alguns, porém todos querem exprimir a mesma coisa: o valor do silêncio, para que a partir dele, exista a reflexão.
Quando uma pessoa se cala não significa, via de regra, que ela esteja de mal com o mundo (inclusive com você!). Pode ser um momento de reflexão necessário a todo ser humano. Os indianos, os budistas, os praticantes de ioga, usam o tempo disponível (e se não existir um tempo disponível eles arrumam um...) para refletir, esvaziar a mente até que cheguem ao estado de paz espiritual, o qual eles chamam de nirvana. São tranqüilos, pensam antes de falar, falam apenas o necessário, não se desgastam a toa... É por isso, talvez, que o nível de stress entre essas pessoas pacíficas é mínimo. E além disso, pessoas que tem esse diagnóstico devem procurar exercícios que os acalmem, geralmente ioga é indicado. O exercício da reflexão e conhecimento do seu “eu” através do silêncio deveria ser melhor estudado, já que o resultado desse tipo de prática é positivo. Àqueles que falam demais, além de cansar quem escuta, erram em 50% do que falam, em suma. Isso porque geralmente, quem fala demais, quer provar para alguém que possui extrema confiança em seu taco. Isso é tão chato quanto assistir propaganda eleitoral três vezes por dia. Quem tem conhecimento necessita apenas saber que tem e não sair expondo a torto e a direito. Albert Einsten já dizia “Precisamos tomar cuidado para não fazer do intelecto nosso Deus. Ele tem músculos poderosos, é verdade, mas não tem nenhuma personalidade.” E se Albert Einsten disse isso, quem somos nós, pobres mortais, para contestá-lo? Então... Só nos resta refletir. E bom silêncio a todos!

Minhas crônicas parte VI

Metamorfose Humana

É engraçado pensar em quanto mudamos nos últimos tempos. A vida não passa de um grande brinquedo, que pode quebrar a qualquer momento, ou evoluir em termos de tecnologia, ser transformado em algo muito melhor. E quando isso acontece, àqueles velhos brinquedos são esquecidos, largados às baratas.
Por que nossos pais e avós têm tanta saudade do “seu tempo”? Será que era tão bom assim? Em um tempo no qual não existiam TV’s coloridas gigantescas, de plasma, ou seja lá que tipo de material novo, computadores, Internet, orkut, MSN, DVD, MP3, carro de luxo... Mas, com todas as dificuldades, eram felizes. Brincavam de esconde-esconde, siga o mestre, quebra cabeça, pipa, pião, escreviam aquelas cartas enormes, faziam caligrafia. Acordavam cedo para trabalhar na roça, vendiam banana de casa em casa, eram coroinhas, iam à Igreja com roupa de ir à Igreja no domingo, não comiam mais de uma vez na casa dos outros, apanhavam de vara de marmelo e, quando apenas um aprontava, apanhavam todos que era para servir de exemplo.
Hoje os tempos são outros. Crianças respondonas, com celular de última geração, no qual a função menos importante é a de falar... Carros Tunning, e-mail, GPS e toda uma parafernália tecnológica que distancia cada vez mais as pessoas e não o contrário como se pensa. Hoje se valoriza muito mais a máquina do que o ser humano. A vida se tornou uma verdadeira fogueira das vaidades. O respeito vai até o momento em que o outro tem o mesmo que você. Daí pra frente vale qualquer coisa para ser o melhor. A velha história da valorização do TER em detrimento do SER. Para ser feliz você deve ser aceito pela sociedade, que sabe ser cruel àqueles que não correspondem às suas expectativas.
Será uma utopia pensar na valorização da família antes de qualquer outra coisa? Até quando teremos que sustentar essas idéias consumistas que estão à flor da pele de todos os cidadãos,? É difícil saber, pois é tanta informação nova chegando a nós, que precisamos cada vez mais rapidez e agilidade no transmitir. Há um estresse enorme entre as pessoas que não têm tempo de parar para pensar, conversar, descansar... E a sociedade morrendo aos poucos.
O pobre não é considerado um ser humano. Tampouco ganha respeito. Onde estão os direitos humanos? Para que servem senão para defender estes que não tem a quem recorrer? Estamos cansados de saber que a sociedade é uma grande difusora de hipocrisia e cheia de falsos moralistas. Uma sociedade doente e corrupta, susceptível a todo mal que o dinheiro sujo traz. Hoje as pessoas têm preço. O rico tem dinheiro, o pobre tem valores. É claro que não são todos, mas a grande maioria, que vive de bico e vê seus filhos passando fome, mas não vai assaltar a primeira esquina por desespero.
Realmente concordo com Raul Seixas. Também prefiro ser essa metamorfose ambulante, aberta a mudanças que ocorrem todos os dias no mundo. “Não quero ter aquela opinião formada sobre tudo”, mas ainda sim, concordo com muitas dos valores “de antigamente”. A sociedade não vai mudar de um dia para o outro, mas se a metamorfose começar hoje, quem sabe a sociedade saia do seu casulo, fechado e quentinho, e venha olhar o mundo.

Minhas crônicas Parte V

Grandes ilusões do ser humano

É engraçado pensar nos nossos objetivos de vida. Geralmente o pai, médico, almeja um futuro igual para o filho. Bem como o engenheiro ou o bem sucedido empresário. É claro que nem chegam a perguntar para o filho se é isso que ele quer, pois a condição de pai, e o poder que (pensam) possuir, lhes dão o direito de decidir sobre o futuro de seu primogênito. E assim acontece em todos os outros segmentos da sociedade, da vida. Na verdade as tomadas de decisões são grandes ilusões, assim como a liberdade, o controle, o poder. Até mesmo o amor é uma grande ilusão. Não somos donos nem do nosso “coração”. De repente nos vemos hipnotizados por alguém e nos tornamos totalmente dependentes dela(e). Nesse momento já perdemos todo controle sobre nossas ações, sobre nosso discernimento, nossa tolerância. Nós mudamos completamente por uma causa muitas vezes perdida. Digo perdida, pois da mesma maneira, rápida e instantânea, que nos tornamos dependentes de alguém, deixamos de ser. É assim, sem explicação. Ás vezes, até sem nenhum motivo... É como dizia Renato Russo em uma de suas canções, e segundo ele, a mais bela canção que gravou “Quem inventou o amor, explica, por favor...”.
Liberdade... Taí uma coisa que não existe em sua totalidade. As pessoas têm o livre arbítrio. Podem escolher o que querem fazer e de que forma, mas isso sempre está ligado a conceitos pré-estabelecidos. Então, volta-se a estaca zero: você escolhe o que é bom (ou ruim) perante a sociedade. Comecemos por algo totalmente superficial: o corpo. Nascemos nus, porém se alguém sair nu em lugares públicos será preso por “Atentado Violento ao Pudor”. Não usamos mini-saia na Igreja porque a sociedade acharia um absurdo. Mini-blusa é para pessoas magras. Aliás, ser magro significa ser aceito. Hoje o padrão estético de beleza é ser “slim”, ou seja, magro. Para tudo há limitação. E essas limitações estão de acordo, é claro, com aqueles mesmos conceitos pré-estabelecidos pela sociedade. É o que podemos perceber no filme “Instinto” protagonizado por Anthony Hopkins. No filme existe a clara divisão do que você tem controle e do que você pensa ter controle. As pessoas se enganam demais. Liberdade, controle, poder, são sempre ilusões. Mas no filme existe mais do que as simples expressões de controle, liberdade e ilusões. Existe algo a mais, algo de como “viver”. Aprender a viver. Viver com as coisas simples. Sentir-se aceito em meio a desconhecidos. Entre espécies diferentes. Mas existe algo maior, chamado sistema, que nos controla desde o nosso nascimento. Em tempos de ditadura até o pensamento era direcionado. Não fazemos algo porque nós achamos ou não certo, e sim porque fomos ensinados dessa maneira. E quem nos ensinou foi ensinado assim e assim por diante. É um ciclo vicioso que sempre volta pro mesmo lugar: o sistema.
Geralmente as pessoas só dão valor a algo ou alguém quando perdem. Por quê? Porque elas sempre acham que possuem o controle da situação. E quando acontece o contrário, elas ficam frustradas. E isso deprime o ser humano. Deprime tanto que, às vezes, este chega a exteriorizar ações completamente absurdas. Ontem mesmo eu estava assistindo ao programa “Sem Censura” com Leda Nagle, na TVE, e ela levou uma psicóloga paulista (que não me lembro bem o nome no momento) e ela estava falando sobre o controle. Sobre quando a pessoa se embriaga e perde o controle a ponto de agir de maneira impensada. Ela explicou que existem várias formas e várias razões para que uma pessoa perca o controle e que é uma coisa tão rápida que quando se pára para pensar no que se está fazendo, a pessoa já fez. Após, vem o arrependimento. Logo essa pessoa está depressiva. E assim a vida desse indivíduo acaba.
Talvez esse seja o grande ponto a ser discutido. É preciso tanto controle? Tanto poder? Tanta auto-afirmação? Tanta prepotência? É difícil que as pessoas vivam em paz sem que as diferenças entre elas prevaleçam? Que existem pessoas interesseiras, que não medem esforços para se mostrarem melhores do que outras, existem. Mas daí a tornar isso uma obsessão já é demais. Esse exagero já é a perda do controle.
Certa vez um amigo meu disse “as coisas essenciais da vida a gente não compra: amor, felicidade, paz, humildade, honestidade...”. Isso deveria ser levado mais a sério. Da mesma maneira que não se é possível comprar o essencial, não é possível ser o dono da liberdade dos outros, nem do próprio controle. Mesmo porque as pessoas quando têm “liberdade” demais, abusam e acabam ultrapassando os limites. Ou seja, nem que fosse possível que todos tivéssemos liberdade, não daria certo porque sempre teria um indivíduo que estragaria todo o resto. Sempre há uma pessoa que não está satisfeita com sua condição e torna isso um motivo para mostrar autoconfiança e prepotência, além de sua ganância para o restante.
O filme serve como um bom exercício de reflexão. Eu indico. Com que faculdades? Apenas a pouca experiência de vida. Mas tudo que vem para trazer mudanças melhores, deve ser passado adiante. Tudo que venha a trazer o mínimo de esclarecimento sobre o comportamento humano é válido.

Minhas crônicas parte IV

É tempo de lapso de memória

A Copa já acabou. O entusiasmo da vitória e o patriotismo foram para o espaço. Estamos em tempo de lapso de memória. Um bando de senhores com índole pouco confiável passando informações e promessas a respeito de um mundo utópico, que na verdade, todos sabem, existe apenas em suas cabeças. Mas o povo não se dá conta disso. Vivem em constante “lapso memorial”. Não lembram do velho discurso e do atual, não lembram do que foi prometido e não foi posto em prática, tampouco lembram porquê votaram em determinado sujeito. Mas reclamam. E como reclamam.
Parece fácil vestir pele de cordeiro e sair por aí apontando os “problemas não resolvidos na gestão passada”. É relativamente fácil se fazer de bonzinho e enganar o povo. Povo que precisa ser um pouco menos ingênuo para assimilar a malícia dos candidatos. Para esta eleição temos candidatos para todos os tipos e gostos. O problema é que nenhum faz o tipo correto e honesto. Será que para ser político precisa ser corrupto? Bom, pode até não precisar ser corrupto, mas que precisa ter a memória bem fraca, isso precisa. É como o mocinho da novela das oito: decora o discurso e faz cara de bonzinho. Não precisa ser alfabetizado em sua totalidade. Se ele souber ler mais ou menos e assinar o seu nome, pode ter a sorte de ser eleito. Talvez ele alegue ser como a maioria dos seus eleitores. Pode dizer ainda que não teve oportunidade na vida e teve que trabalhar de pedreiro. E desde cedo, sem poder freqüentar a escola, ajudava sua mãe em casa. As donas de casa, pessoas mais simples, que infelizmente passam por essas situações (porém nesse caso, são pessoas que realmente não tiveram condições reais de um futuro melhor), se comovem com a história do “pobre coitado” e direcionam o seu voto a tais figuras. Pessoas que querem mudança, que estão cansadas de serem enganadas, mas que caem nas graças desses produtos e manipulações produzidos pela mídia.
É tempo de lapso de memória. Vamos esquecer tudo que o Brasil precisa e vamos eleger um desses candidatos mercenários que não sabem de nada que acontece no seu próprio governo. Se bem que nunca o reinado pertence ao Rei. O verdadeiro papel de Sua Majestade é ser o Bobo da Corte, que de bobo não tem nada. Que vença o mais bobo, ou seja, o pior.

Minhas crônicas parte III

É tempo de contrato

Antes o namoro era um grande passo para o casamento... Hoje o namoro é um grande passo para que duas pessoas, em comum acordo, assinem um contrato.

Estamos vivendo uma época nova. Ninguém tem tempo – e nem dinheiro – para ficar mandando flores, nem convidar para jantar, ficar um dia inteiro assistindo filme ou simplesmente de papo para o ar. Quando penso em todas as pessoas que já conheci e que me interessaram, tenho a certeza de que se soubesse como são realmente, não me interessariam hoje. Bem que as pessoas dizem que a experiência vem com o tempo. E o tempo é sábio. Às vezes nos precipitamos, às vezes olhamos para o lado errado, mas no final, sempre sabemos o porquê e onde deu errado. O problema é quando não há um problema. A primeira coisa que vem a mente é que o problema é você. Puxa, como é difícil aceitar uma crítica vinda de você mesmo. A análise é feita minuciosamente, até que você coloca a culpa no parceiro. A decisão é sua. Mas a culpa sempre é dele! É engraçado pensar que você é tão seletiva quanto às pessoas que você escolhe. Mas o mais engraçado é que quando você está sozinho, nunca aparece uma santa alma masculina disponível. Quando você acha um “louco por aí”, como se define Jabor, junto com ele vem mais meia dúzia. No final das contas, você acaba sozinho de novo. Mas quando se tem internet e uma barra de chocolate, “eles” nem fazem falta. Mentira! Fazem sim. Depois ainda temos a coragem de olhar para o espelho e nos acharmos gordas obesas e soltar um famoso “ninguém me ama, ninguém me quer”! E o consolo é mais uma barra de chocolate! Se o melhor amigo do homem é o cachorro, o da mulher é o chocolate! Taí um ótimo namorado: não reclama, não pede cerveja, não sai pra jogar futebol com os amigos nos dias que você quer fazer algo diferente e ainda te satisfaz. Com ele você não passa fome, não passa vontade e não tem horário certo para degustação. Pra que coisa melhor? Calma... Isso é apenas um pensamento desesperado daquelas feministas extremistas, das quais eu passo longe. Não penso assim e nem acho que as mulheres estão certas quando querem um namorado que esteja disponível para elas 24 horas por dia! Esse tipo de relação não é namoro, é trabalho. É um contrato de prestação de serviço, sem honorários. E é um contrato como todos os outros: com deveres e deveres a serem cumpridos! Direitos? Pula essa parte... Uma cláusula muito interessante e clara sobre namoros é a “Demissão por Justa Causa”. De acordo com ela, o empregado não pode esboçar qualquer tipo de ato de improbidade, jogos de azar de sorte ou qualquer outro tipo de jogo, futebol, botão; desrespeito; mau procedimento, mas principalmente violação de segredo da empresa. Essa não tem perdão. Aliás, em um namoro, dificilmente existe o perdão. Geralmente essa palavra é substituída por uma equivalente: “vingança”! Pode demorar, mas quando menos se espera ela entra em cena. Claro que não é toda mulher que pensa assim. Eu sou uma delas. Ninguém pode tirar a liberdade do outro. Só a polícia... Ou melhor, a justiça. Mas nessa discussão, eu não vou entrar.
A verdade é que não importa o que digam, é muito bom estar sozinho. Mas nada melhor do que estar acompanhado! Ter com quem rir, para quem ligar ou, simplesmente, para sentir falta... É como diz aquele provérbio anônimo que na verdade é uma dessas frases que todo mundo diz, mas que ninguém sabe quem foi o tonto que falou primeiro: “Enquanto você não acha a pessoa certa... Divirta-se com a errada!”. E o namoro... Deixa para a próxima.

Minhas crônicas Parte II

A sexta história: gatos e cachorros

O comportamento dos gatos e dos cachorros também nos remete à vida. A nossa vida, cheia de fantasmas, como lemos em Clarice Lispector. Estou aprendendo com Clarice, mas continuo seguindo os conselhos do cachorro.

Hoje li Clarice. Acho que todas as pessoas deveriam – uma vez na vida – ler Clarice. Em sua “Quinta História”, ela abordou seus fantasmas internos. Abro a “Sexta” para falar dos meus...
Veja só como são os gatos: bichanos que ao menor sinal de perigo se escondem. Sobem em lugares bem altos ou embaixo do sofá. Quando querem alguma coisa vem manhosos e amáveis, “esfregando-se” e “arrepiando-se”, como se realmente tivessem amos pelas pessoas que o cercam. Já foram heróis de guerra. São cultuados em alguns países, mas, mesmo com todo o amor que podem receber, continuam com seu instinto e crueldade intrínsecos.
Enquanto são afagados não fecham os olhos. Confiam, mas nem tanto. Se por algum motivo querem sair do colo carinhoso, não hesitam em mostrar suas unhas afiadas e arranhar, e até machucar quem o esteja segurando. Nem olham para trás. Saem como se nada tivesse acontecido. O engraçado é que mesmo feridas, essas pessoas não diminuem o carinho pelo bichano. “Ui”, “calma!” o máximo que conseguem dizer, embora sempre que aquele pequeno ferimento – perto do carinho que existe para com o gatinho – se mostre dolorido, retomará toda a cena.
Meu Deus, como existem gatos ao meu redor. É tudo que vejo. Todos os tipos de gatos: malvados, traiçoeiros, ariscos, falsos... Não gosto de gatos.
Disseram-me, então, para procurar ajuda. Procurei um cachorro. Ah, sim, cachorros são compreensivos, carinhosos, sabem escutar, de alguma forma nos aconselham com seu olhar. Mas quando se chega ao ponto de procurar um cachorro para se afastar dos gatos é porque não se tem outra fonte onde buscar ajuda. Às vezes, os amáveis cãezinhos não conseguem nos ajudar completamente. Nesse momento ainda estou recorrendo ao cachorro. Eles estão me mostrando algumas coisas que eu não quero exteriorizar. Um com seu olhar dependente. O outro com tarefinhas que devo fazer em casa e mostrá-la toda terça, à tarde.
Quem sabe um dia eu consiga afastar os gato. Talvez não. Ao mesmo tempo em que quero, não quero. Quando decidir, não precisarei de um dos cachorros, mas manterei contato. O outro, será meu grande e fiel amigo. Até que a morte nos separe...
Hoje li Clarice. E nela vi que os fantasmas não nos deixam por todo o tempo. Deixarei os peixes de ontem fora da geladeira, e os colocarei sempre no quintal. Não é receita como a de Clarice, nem mesmo são baratas, que vem pelos canos sem convite. São aqueles que trazemos para nossa vida por livre e espontânea vontade. Os que nos ferem após receberem o nosso carinho, a sua ração diária, sua água fresca... Li Clarice. Mas continuo aceitando os conselhos do cachorro.

Mayara Martan

Minhas crônicas!!!!

A boa política é uma lenda

Será que alguém já parou para pensar porque ninguém gosta de falar de política e quais seriam os motivos para essa repugnância? Entra ano e sai ano, muda partido, muda candidato, mas sempre o resultado é o mesmo. Escândalos, corrupção, falta de emprego, promessas, salários baixos, enfim, é uma salada com vários tipos de sabores e condimentos difíceis de engolir, mas que é o prato principal na mesa de cada cidadão brasileiro. Daí a resposta ao questionamento anterior: tudo que é imposto, “goela abaixo”, ao cidadão não é bem visto. Não poderia ser diferente. A salada não sustenta nem garante nenhum tipo de benefício a ele. Principalmente àqueles que precisam e se vêem amarrados a “zilhões” de burocracias.
Mas para alívio dos candidatos e dos eleitos, foi descoberto que a população sofre de uma doença chamada PMR, que foi retratada até em filme. Até as crianças sabem de que doença eu estou falando, mesmo porque o filme que citei é “Procurando Nemo” e a personagem é a Doris. Ajudou? Para contextualizar nossa discussão, a PMR ou “Perda de Memória Recente” é um quadro agudo que arrebata a população, principalmente em tempos de eleição. Este período é propício para o desenvolvimento da doença que dura cerca de 88 dias. O único remédio contra o problema é um frasco de educação, com duração mínima de 14 anos. É um remédio um pouco caro, mas quando tomado em doses anuais geralmente aplicadas em escolas públicas, para os usuários dos sistemas públicos, ou privada para os usuários dos convênios de saúde, dão bons resultados.
A política é uma incógnita, eu diria. Vejamos: quando se trata de economia, nós entendemos ou não. É simples. E temos que conhecer para aprender. Na política, quanto mais nós conhecemos e aprendemos, mais queremos nos distanciar e fingir de cego, surdo e mudo. “Quanto mais mexe mais fede”...
Contudo, não podemos, simplesmente, condenar e generalizar os fatos. A política brasileira tem raízes mal regadas desde os primórdios. No tempo em que os portugueses vieram para o Brasil, já se estava plantando milho na água. A ganância sempre foi a grande alavanca da riqueza. Mas não aquela “saudável”. Quando se tira de quem não tem para um simples prazer de ser ou se mostrar mais esperto que os outros, torna-se um ato imperdoável e indiscutível. Isso foi o que fizeram cerca de 80% dos governantes brasileiros. Dessa forma, podemos concluir que o problema maior reside nos pilares da política, naquele tempo que o povo também não lembra com freqüência. Os nossos caros políticos (caros nos dois sentidos da palavra...) são apenas os grandes impotentes do sistema. E como não podem trabalhar para mudar e melhorar, eles agem de maneira duvidosa, fazem as falcatruas pertinentes ao momento e com a maior cara deslavada ainda negam o conhecimento dos fatos, quando, de algum jeito, alguém descobre e vai até a justiça (que merece uma crônica ou um artigo também...) para tentar desvendar o novelo de lã que começa a se formar.
A boa política é um trevo de quatro folhas: existe, mas seu significado real é uma lenda. Pode até ter acontecido em um tempo remoto, mas devido à falta de prática, perdeu a essência de sua existência e morreu! De repente entrou em crise existencial...depressão, essas coisas acontecem...Principalmente aqui no Brasil. A saúde da política é uma incógnita. O antídoto continua sendo o elixir da existência: a educação. A busca de conhecimento, para que se possa fazer o discernimento do que é certo e do que é errado ainda é um bom negócio. Infelizmente não existe previsão para que o quadro mude... Por enquanto vamos fazer como Arnaldo Jabor, vamos falar de sexo.

Mayara Martan

domingo, 27 de abril de 2008

Obina entra, marca, e Fla bate o Bota

MEU TIME SÓ ME DA ORGUUUUUUULHOOOOOOOOOOOOOO!!!!!



Em um jogo cheio de emoção para rubro-negros e alvinegros, o Flamengo venceu o Botafogo por 1 a 0 neste domingo, no Maracanã, e largou na frente pelo título do Campeonato Carioca. Obina, em um dos seus primeiros lances em campo, fez o gol e se transformou no herói do dia. As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo, dia 4 de maio, e o Fla vai com a vantagem do empate.

A semana será de preparação intensa de treinos para o Botafogo, enquanto o Flamengo viaja para o México, onde, na quarta, enfrenta o América-MEX, pela Libertadores.

Começo de jogo bem nervoso


A partida começou tensa, com os dois times sem se arriscar muito. Aos dois minutos, Túlio Souza fez falta dura em Toró e levou o cartão amarelo. Pouco depois, o volante alvinegro fez outra falta, agora em Juan. Preocupado com uma possível expulsão, Cuca colocou Eduardo logo no início do jogo. O primeiro lance de emoção aconteceu aos quatro minutos. Cristian fez falta em Wellington Paulista perto do bico esquerdo da área, e, na cobrança, Lucio Flavio cobrou com categoria e exigiu que Bruno se esticasse para fazer a defesa.

Com mais volume de jogo, os rubro-negros apostaram nas subidas de Juan pela esquerda para chegar ao ataque. Mas foi pela direita que o Fla conseguiu sua primeira chance de marcar. Aos 26, Leo Moura encontrou Souza nas costas da defesa, o camisa 9 bateu forte cruzado, mas Renan conseguiu fazer uma bela defesa. A resposta alvinegra veio dois minutos depois: Zé Carlos tocou para Fábio dentro da área, o atacante girou e chutou, mas Leo Moura, no meio do caminho, impediu que a bola chegasse ao gol de Bruno.

Os jogadores de Flamengo e Botafogo cometeram muitas faltas, e o jogo ficou truncado. Aparentando nervosismo, os atletas abusaram das reclamações com o árbitro. A última emoção da primeira etapa foi num ataque em alta velocidade do Flamengo. Aos 43, Toró fez um ótimo lançamento para Marcinho na direita, o atacante invadiu a área e chutou cruzado. Renan espalmou mal, mas Souza não conseguiu chegar a tempo de empurrar a bola para dentro.

Segundo tempo começa forte e incendeia as torcidas

Empurrado pela torcida, os rubro-negros voltaram do vestiário dispostos a abrir o placar e quase o fizeram antes do segundo minuto. Marcinho fez jogada de linha de fundo pela direita e cruzou para o meio da área. De esquerda, Souza pegou de primeira da entrada da pequena área e Renan fez uma defesa espetacular, salvando o Bota. Refeito do susto, o time da estrela solitária respondeu à altura. Aos cinco minutos, Diguinho chegou livre à ponta direita e cruzou para Wellington Paulista, que subiu mais do que a zaga e, de cabeça, mandou rente ao travessão de Bruno. Antes, o time ainda teve um gol anulado. Zé Carlos pegou um rebote da defesa e mandou para o fundo das redes, mas estava em posição de impedimento.

Em uma das suas especialidades, a bola parada, o Botafogo arrancou o grito de "Uhhh" dos seus torcedores. Aos 18, da meia esquerda, Lucio Flavio levantou a bola na área, a zaga parou e Fábio desviou de cabeça antes de Bruno chegar no lance. A bola passou por cima do gol. O jogo ficou aberto e, aos 21, Marcinho, da entrada da área, chutou forte no canto; Renan fez outra boa defesa. O goleiro, que teve a escalação contestada por ter falhado no jogo anterior, mostrava personalidade e fez uma ótima partida.

Aos 28, a melhor chance do Bota. Eduardo fez boa jogada pela esquerda, deixou Leo Moura para trás, entrou na área, chutou e acertou o travessão do Flamengo. Com o Fla sendo dominado, o técnico Joel Santana mexeu no time (Obina no lugar de Ibson) e avançou a equipe. Aos 35, a mexida deu certo, para delírio dos flamenguistas, que foram grande maioria no Maracanã. Do campo de defesa, Leo Moura fez grande lançamento para Tardelli na direita. O atacante, em velocidade, chutou para o meio da área e Obina, que havia entrado há pouco, deu um carrinho e fez o gol: 1 a 0.

O Bota ainda teve uma chance de marcar em uma falta cobrada por Lucio Flavio da entrada da área, mas a bola bateu na barreira e o placar permaneceu inalterado. Fim de partida, e vantagem mínima do Fla. Domingo que vem tem mais Maracanã lotada e emoção dentro de campo.




Ficha da partida


FLAMENGO 1 X 0 BOTAFOGO
Bruno
Leo Moura
Fábio Luciano
Ronaldo Angelim
Juan
Cristian
kléberson
(Diego Tardelli)
Ibson
(Obina)
Toró
Marcinho
Souza
(Jaílton)
T: Joel Santana Renan

Gols: Obina, aos 35 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Túlio Souza, Renato Silva, Diguinho (BOT); Marcinho, Souza, Fábio Luciano, Jaílton (FLA)
Árbitro: Gutemberg de Paula
Auxiliares: Ednei Mascarenhas e Wagner de Almeida Santos
Data: 27/04/2008
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro
Público: 63.413
Renda: 1.333.455,00

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Meu mengão só me dá orgulho!

Gol garante placa ao goleiro Bruno

Diretoria do Fla decide homenageá-lo por ser o primeiro a fazer gol de falta na História
Das agências de notícias


Bruno comemora gol de falta do Flamengo sobre o Coronel BolognesiO gol que Bruno marcou na vitória por 2 a 0 do Flamengo contra o Coronel Bolognesi, pela última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores garantirá ao goleiro uma homenagem especial. A diretoria rubro-negra prepara uma placa para entregar ao jogador.

Ele foi o terceiro goleiro a fazer gol na História do Fla. As outras duas vezes foram com Ubirajara, em setembro de 1970, contra o Madureira, na Ilha do Governador, com ajuda do vento; e de Zé Carlos, em 1997, contra o Nacional-AM, de pênalti, no estádio Vivaldão.

- Eu estava neste jogo em 1970 e vi o gol do Ubirajara. Mas por ser o primeiro gol de falta de um goleiro do Flamengo, Bruno merece ser homenageado com uma placa - diz Kléber Leite, vice de futebol.

Estranho mas lindo! Parece uma ovelha! hauhauhauh

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Gastroenterite

Gastroenterite é uma infecção que atinge o sistema gastrointestinal ocasionando sinais e sintomas deste aparelho como as diarréias, cólicas intestinais e vômitos.


A gastroenterite é um termo geral que se refere a um grupo de distúrbios cujas causas são as infecções e cujos sintomas incluem a perda de apetite, a náusea, o vômito, a diarréia leve a intensa, a dor tipo cólica e o desconforto abdominal. Juntamente com a água, ocorre a perda de eletrólitos (sobretudo de sódio e potássio) do organismo. Para o adulto saudável, o desequilíbrio eletrolítico é apenas inconveniente. No entanto, ele pode causar uma desidratação potencialmente letal em indivíduos muito doentes, muito jovens ou idosos.

Tava com isso...é terrível!
Por isso essa semana não escrevi nada...mas logo logo, volto a ativa!
bjks = )

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Fla vence medos e se classifica na altitude

MEU MENGÃO SÓ ME DA ALEGRIIIIIAAAAAAA!!!!!!!
Time faz excelente segundo tempo e bate Cienciano por 3 a 0, nos 3.400m de Cuzco

Medo de eliminação precoce, medo da falta de oxigênio. O Flamengo colecionou temores antes do jogo contra o Cienciano. Mas, com ar estocado e uma atuação ótima no segundo tempo, o time rubro-negro venceu por 3 a 0 e garantiu a classificação antecipada às oitavas-de-final da Taça Libertadores. A redenção aconteceu no estádio Garcilaso de la Vega, nos quase 3.400 metros de Cuzco.
Pressionado por ser porta-bandeira da luta contra jogos na altitude, o Fla passou por maus bocados moralmente até chegar à cidade peruana. A imprensa e a população local debocharam da campanha rubro-negra. Até um burro com um cartaz "altura não mata" foi recepcionar a delegação carioca no aeroporto.
A resposta veio em campo. Se no primeiro tempo a equipe carioca repetiu antigos erros, na etapa final a atuação foi exemplar. Renato Augusto, o até então criticado Toró e Juan marcaram e garantiram a vitória. Mas o destaque principal foi Ibson. O volante, vaiado pela torcida rubro-negra, reagiu com correria e passes precisos nos lances de dois gols.
O Flamengo pula para os dez pontos, assume a liderança do Grupo 4 e garante a classificação antes mesmo de enfrentar o Coronel Bolognesi, na última rodada, no Maracanã. Nacional (nove pontos) e Cienciano (sete) duelam na rodada derradeira e disputam a vaga restante.

Oxigênio guardado dos "medrosos"
A fama de covarde grudou nos rubro-negros antes de o jogo começar. Assim que posaram para a foto oficial, os jogadores ouviram os gritos de "maricón" das arquibancadas. Tudo pela insistente recusa do clube em atuar em altitudes elevadas.
Mas os "medrosos" começaram jogando de igual para igual com os senhores da altura. Com espaço no lado esquerdo, Souza e Renato Augusto armaram tabelas, mas os chutes não incomodaram o goleiro Flores. A postura surpreendente não durou muito tempo.
Com medo do ar rarefeito, os rubro-negros começaram a se poupar antes mesmo dos 20 minutos. Recuados, assistiram à melhora dos peruanos. Aos 23 minutos, Bazalar chutou de fora da área e Bruno saltou no ângulo esquerdo para salvar.

O duelo ideológico na questão sobre a altitude acirrou os ânimos entre os jogadores que estavam em campo. As faltas violentas multiplicaram-se e, assim como no jogo contra o Nacional, em Montevidéu, os rubro-negros exageraram nas reclamações com o árbitro argentino Sergio Pezzotta. Foram três cartões amarelos só no primeiro tempo.

Desestruturado em campo, o Flamengo só não tomou o gol aos 36 minutos porque Bruno fez linda defesa em peixinho de Romaña. Depois, o goleiro encarregou-se de retardar as reposições de bola enquanto os companheiros limitavam-se a dar chutes para o alto ou errar passes fáceis. Mesmo assim, ignorando a incapacidade de organizar qualquer ataque na maior parte da primeira etapa, o meio-campo Ibson classificou o desempenho como "bom".



Quem tem medo de altura?
O Cienciano não estava em seus melhores dias. O time peruano sentiu a falta de Chiroque, ponta esquerda que infernizou Leo Moura no Maracanã. Como ele estava machucado, coube ao japonês Sawa a função de cair pelo lado do lateral-direito flamenguista.
Lembra das tabelinhas de Souza e Renato Augusto no início do jogo? Enfim, uma funcionou aos oito minutos do segundo tempo. O atacante deixou um peruano caído e tocou para o apoiador.Tranqüilamente, ele dominou e bateu no canto direito de Flores.
Souza teve a chance de fazer o segundo aos 12 minutos. Ibson rolou, o atacante dominou mal e chutou prensado. Dono absoluto da etapa final, o time carioca perdeu outra chance com Kleberson.
Atônito com a blitz dos "medrosos", o Cienciano só ameaçou aos 15 minutos. Mas, novamente, o Bruno esticou-se para fazer a defesa em tentativa de Guevara. Aliás, o descontrole emocional do Flamengo no primeiro tempo transferiu-se para o time peruano. Bazalar foi expulso aos 18.
Na pausa, alguns rubro-negros, como Fábio Luciano e Cristian, fizeram uso do spray de oxigênio. Mas quem precisou de ar nos pulmões foi o goleiro Flores para poder saltar e espalmar o chute forte de Renato Augusto.
Os minutos passaram e Ibson tratou de colocar Toró na cara do gol. Novamente, o canto direito ficou aberto e o Flamengo marcou o segundo.
Nos minutos finais, Joel Santana fez as substituições, os jogadores se abraçaram e comemoraram - acima da classificação - a goleada moral. Mas ainda havia o último ato. No último lance, Juan cobrou falta - novamente no lado direito - e marcou o terceiro.

Ficha TécnicaGols: Renato Augusto, aos oito, Toró, aos 32, Juan, aos 48 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bazalar (C), Toró (F), Ortiz (C), Juan (F), Fábio Luciano (F), Vassallo (C)
Cartão vermelho: Bazalar (C)
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Auxiliares: Juan Pablo Pompei (ARG) e Sergio Cagni (ARG)
Data: 09/04/2008
Estádio: Garcilaso de la Vega, em Cuzco (PER)


quarta-feira, 9 de abril de 2008

O filme é lindo...o poema do filme...mais ainda!

As Dez Coisas Que Eu Odeio Em Você



“Odeio seu jeito de andar

e seu cabelo sem corte

Odeio como dirige o meu carro

E como fica a me olhar...

Odeio quando lê a minha mente

Te odeio tanto q isso me abate...

E até me leva a rimar.

Odeio quando me faz rir

E ainda mais quando me faz chorar.

Odeio quando não está por perto

E quando não me liga.

Mas mais do que tudo, odeio

o modo como não te odeio,

nem um pouco, nem por um segundo

nem nada...”

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O que faz do tubarão o mais temido predador do planeta?
O que faz do peixe o mais temido predador do planeta?

Além do tamanho - que pode chegar a 12 metros de comprimento -, esse animal possui mandíbulas fortíssimas, capazes de exercer pressão de até 140 quilos por centímetro quadrado. "Ele também é extremamente ágil, graças ao esqueleto leve e flexível, feito de cartilagem", diz o biólogo especializado em tubarões Otto Gadig, da Universidade Santa Cecília, em Santos. Achar comida também não é difícil para ele, graças a seus sete sentidos ultra-apurados, dois a mais que os de suas presas: sensibilidade à eletricidade e às correntes marinhas. Seu olfato detecta uma única gota de sangue diluída em 1 000 litros d'água e identifica, mesmo a 400 metros, de onde vem esse cheiro. Para completar, sua visão, sete vezes mais potente que a nossa, funciona sob quase nenhuma luz. Mas o aspecto mais aterrorizante do tubarão - e que o ajudou a se manter no topo da cadeia alimentar por mais de 400 milhões de anos - é a ferocidade e a precisão com que avança sobre as vítimas. Espécies como o grande tubarão branco - o mais perigoso de todos - treinam suas habilidades de caçador antes mesmo do nascimento. Os embriões disputam espaço devorando-se uns aos outros dentro do útero da mãe, para que nasçam poucos indivíduos, mas todos fortes o suficiente para não serem predados por outros animais. Ainda assim, ele está ameaçado de extinção - donde se conclui que o pior predador é mesmo o homem.

Sensores de eletricidadeAs ampolas de Lorenzini - poros com longos canais que se espalham pela cabeça - detectam até os mais fracos campos elétricos, equivalentes ao da batida cardíaca de um peixe pequeno. Elas também orientam o tubarão de acordo com o campo magnético terrestre



Audição AFiada

É a habilidade mais usada para detectar presas. O tubarão consegue ouvir o som de um peixe ferido a mais de meio quilômetro de distância. Suas orelhas são pequenos buracos no topo da cabeça, que levam a canais semicirculares - órgãos que também avaliam a aceleração do tubarão e dão a ele mais equilíbrio



Armadura natural

O couro é revestido por uma camada de microscópicas estruturas pontiagudas. Elas possuem a mesma estrutura dos dentes e se repõem durante toda a vida, protegendo o tubarão contra possíveis ataques e aumentando ainda mais sua hidrodinâmica



Aquecedor sangÜÍneo

Apesar de ser um animal de sangue frio, o tubarão branco consegue manter algumas partes do corpo - como os músculos e as vísceras - até 13 graus centígrados mais quentes que o mar para que elas funcionem melhor. O truque é reaproveitar o sangue aquecido (em vermelho) pela atividade dos músculos e fazê-lo passar próximo às artérias (em azul) que seguem em direção ao corpo, transferindo para elas o seu calor



Radar Subaquático

Todo o corpo é percorrido pela chamada linha lateral: canais cheios de fluido, escondidos sob a pele, onde estão células sensoras especiais. Elas captam variações mínimas nas correntes de água e identificam, a dezenas de metros, um peixe ferido pelo modo como ele nada

A mandíbula - composta de várias fileiras de dentes serrilhados e afiadíssimos - tem a capacidade de se projetar para fora do crânio, aumentando a eficiência da mordida

Ao se aproximar de uma presa, o tubarão ergue o nariz, desloca para a frente a arcada superior e abaixa a inferior. O resultado é uma dentada de quase 1,5 metro, capaz de destruir várias presas por inteiro

1 - O tubarão branco se aproxima da vítima próximo ao fundo do mar, para que o seu dorso escuro se confunda com o chão e não seja percebido pela vítima

2 - Ele utiliza sua agilidade para surpreender o leão- marinho, abocanha-o da forma mais forte que puder e ainda sacode a cabeça para aumentar as feridas



3 - O leão-marinho é carregado até o fundo do mar e solto logo em seguida. Assim, ele se enfraquece sem chance de revidar com suas unhas e dentes



4 - Fragilizada, a presa torna-se vulnerável a novos ataques, que podem se suceder por horas até que ela morra e seja deixada para trás por seu bando

O maior tubarão branco já visto até hoje media 6,5 metros e pesava 2,5 toneladas



(Superinteressante edição 173 fevereiro 2002)
Morte
Ninguém escapa da morte. Então, saiba como lidar com ela de maneira mais tranqüila e também suavizar a dor causada pela perda de parentes e amigos.
Maria Fernanda Vomero

Há muito tempo, no Tibete, uma mulher viu seu filho, ainda bebê, adoecer e morrer em seus braços, sem que ela nada pudesse fazer. Desesperada, saiu pelas ruas implorando que alguém a ajudasse a encontrar um remédio que pudesse curar a morte do filho. Como ninguém podia ajudá-la, a mulher procurou um mestre budista, colocou o corpo da criança a seus pés e falou sobre a profunda tristeza que a estava abatendo. O mestre, então, respondeu que havia, sim, uma solução para a sua dor. Ela deveria voltar à cidade e trazer para ele uma semente de mostarda nascida em uma casa onde nunca tivesse ocorrido uma perda. A mulher partiu, exultante, em busca da semente. Foi de casa em casa. Sempre ouvindo as mesmas respostas. "Muita gente já morreu nessa casa"; "Desculpe, já houve morte em nossa família"; "Aqui nós já perdemos um bebê também." Depois de vencer a cidade inteira sem conseguir a semente de mostarda pedida pelo mestre, a mulher compreendeu a lição. Voltou a ele e disse: "O sofrimento me cegou a ponto de eu imaginar que era a única pessoa que sofria nas mãos da morte".

A morte pode ser vista como um mistério incompreensível. Ou como um absurdo inaceitável. A morte pode até ser tratada como um tabu, assunto do qual a maioria das pessoas não gosta de falar. Mas, seja como for, aceitemos isso ou não, a morte é um fato, uma realidade inexorável. E que vem para todos nós. Por mais que queiramos nos esconder dela, deixar de existir é uma coisa tão natural quanto existir. Na verdade, a morte é provavelmente a única coisa certa na sua existência ou na minha - e também na de nossos pais, nossos filhos, nossos ídolos e inimigos, de todas as pessoas que amamos e mesmo daquelas que jamais chegaremos a conhecer: é certo que todos nós vamos morrer um dia. Pessoas boas, pessoas ruins, gente em Xanxerê, Santa Catarina, ou em Nagano, no Japão. E esse dia pode acontecer amanhã ou daqui a 60 anos.

A morte faz parte da vida. Todos começamos a morrer exatamente no dia em que nascemos. A morte, portanto, é um etapa da nossa existência com a qual temos que conviver. Pode-se conviver melhor ou pior com ela. Mas não se pode evitá-la. Pode-se aceitar a sua inevitabilidade e olhá-la de frente. Ou pode-se negá-la, fugir dela, imaginar que não pensar na morte possa fazer com que ela deixe de acontecer com você ou com a sua família. Mas o fato é que todos nós estamos programados para nascer, crescer e morrer - uma obviedade esquecida por boa parte da sociedade ocidental contemporânea, que teima em ver a morte como um evento artificial, inesperado e injusto. Sobretudo, costumamos vê-la como um evento exclusivo, pessoal, que isola quem sofre uma perda, por meio da dor, do resto do mundo. Quando, ao contrário, não há nada menos exclusivo do que morrer. Nem nada que perpasse mais a humanidade do que o sofrimento de uma perda.

Como está expresso na fábula tibetana, a morte não é privilégio nem desgraça particular de ninguém. Ela chega para todos, sem exceção.

Mas, afinal, se a morte é tão comum e corriqueira, por que ela nos causa tanto medo? "O maior desejo do homem é a imortalidade", diz a psicóloga Ingrid Esslinger, da Universidade de São Paulo (USP), acostumada a atender pessoas em situação de luto. "Por isso, muitas vezes a morte é considerada uma inimiga." E uma adversária, que poderia ser vencida pelos avanços científico-tecnológicos do século XX, que aumentaram indiscutivelmente a eficiência dos diagnósticos, dos medicamentos, das técnicas cirúrgicas etc. O sonho da permanência ganhou um reforço com as melhorias trazidas pela medicina, com o aumento da expectativa de vida, com a possibilidade de haver cura para todas as doenças, mesmo o câncer ou a Aids. Enfim, soa como um despropósito falar de morte a quem tem as descobertas da ciência a seu favor. Afinal, se existem meios de prolongar a vida útil do ser humano, de manter-se jovem, de atrasar o envelhecimento, de viver mais de 100 anos, por que pensar na finitude?

É um paradoxo: a valorização da vida e a ilusão de eterna beleza e jovialidade trazidas pela vida moderna acabam gerando, por meio do apego a tudo isso, muito mais tristeza e sofrimento pelo fim inevitável da existência do que felicidade pelo mais de vida que proporcionam.

O mundo ocidental transformou a morte em tabu: ela costuma ser ocultada das crianças e banida das conversas cotidianas. Tudo aquilo que possa lembrá-la - a enfermidade, a velhice, a decrepitude - é escamoteado. Os doentes morrem no hospital, longe dos olhos - e, não raro, do coração - de seus amigos e parentes. E os rituais de luto são cada vez mais rápidos e pragmáticos. O medo natural que todo ser humano sente diante da própria finitude vira pânico. E mesmo a morte natural - não causada, por exemplo, pela tremenda violência que a cada dia assola os cidadãos no Brasil - acaba virando sinônimo de aniquilamento sumário, de abreviamento. O que, no mais das vezes, não corresponde à realidade por se tratar apenas de uma vida que chegou naturalmente ao fim, de uma existência que simplesmente expirou.

"Partimos de idéias preconcebidas sobre a morte, formadas a partir da nossa personalidade, da educação familiar e do ambiente sociocultural e religioso em que vivemos", diz a psicóloga Bel Cesar, do Centro de Dharma da Paz, em São Paulo, e autora de Morrer Não Se Improvisa. Tais imagens são rótulos que muitas vezes não correspondem à experiência humana e que acabam alimentando fantasias amedrontadoras. "Refletir sobre a morte pode torná-la mais familiar e, portanto, menos ameaçadora", diz.

O primeiro passo para conviver melhor com a idéia da morte é esquecer aquela imagem medieval, um tanto tétrica, de um esqueleto coberto com uma capa preta carregando uma foice afiada na mão. Talvez uma imagem melhor para a morte seja imaginá-la como o fim de uma festa muito bacana: você já sabia que ela acabaria, que ela teria que acabar, em algum momento. E, pensando bem, talvez não seja de todo mal que a festa termine. Você agüentaria dançar na pista para sempre? Por melhor que seja a música, tem uma hora que seu corpo e sua mente pedem descanso. E aí, talvez, seja o momento mesmo de sair da pista, serenamente, sem traumas, e dar lugar a quem está chegando à festa cheio de gás.

Bel propõe um exercício de meditação, inspirado nas práticas budistas: repita a palavra "morte", de olhos fechados, inúmeras vezes. "Surgirão pensamentos, imagens e sentimentos muitas vezes antagônicos. Mas, se você continuar essa experiência de mergulhar até onde a palavra 'morte' o levar, verá que algo dentro de você mudará positivamente", diz ela.

O medo da morte é um sentimento inerente ao processo de desenvolvimento humano. Aparece na infância, a partir das primeiras experiências de perda. E tem várias facetas: trata-se de um medo do desconhecido, somado ao medo da própria extinção, da ruptura da teia afetiva, da solidão e do sofrimento. "O medo da morte é fundador da cultura", diz a socioantropóloga Luce Des Aulniers, responsável pela disciplina de Estudos Sobre a Morte, da Universidade de Quebec, em Montreal, Canadá. "Esse medo funciona como pivô e como motor de todas as civilizações. A partir do desejo de perenidade, se desenvolvem as instituições, as crenças, as ciências, as artes, as técnicas e mesmo as organizações políticas e econômicas."

Esse é o lado, digamos, vital da morte. "O medo da morte nos força a viver - a nos relacionarmos, a procriarmos, a criarmos, a construirmos coisas que nos transcendam", diz Luce. Na ilusão da imortalidade, o ser humano acredita que suas obras sejam permanentes e garantam que ele não seja esquecido. Cada um adapta, à sua própria maneira, a máxima "plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho". Isso ocorre porque, para o nosso inconsciente, a morte nunca é possível nem admissível quando se trata de nós mesmos. "A idéia da não-existência provoca tal desconforto que a mente humana acaba criando alguns mecanismos de defesa para fugir dessa realidade", diz o psiquiatra e psicanalista Roosevelt Smeke Cassorla, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, em São Paulo. A negação e a repressão da idéia de morte são exemplos desses artifícios.

Nada disso é novidade. Desde os tempos mais remotos, os homens já enxergavam a morte como elemento antagônico à vida - e não como parte integrante e inseparável dela. Talvez fosse mais fácil aceitá-la como fato natural quando ela acontecia aos borbotões, quando a expectativa de vida das pessoas era de 35 anos. Mas o estranhamento e o terror sempre existiram. As pinturas encontradas nas paredes de cavernas como Lascaux e Chauvert, na França, revelam o incômodo que a morte provocava no homem de 30 000 anos atrás. Os episódios alegres, como as caçadas, eram retratados em cores vivas, usando óxido de ferro (alaranjado) ou calcário amarelo. As imagens fúnebres, por sua vez, eram pintadas com cores escuras, com carvão.

O antagonismo se mantém dentro de cada um de nós, no jogo constante entre Eros, o deus grego do amor, e Tanatos, o deus da morte, para usar uma imagem cunhada por Sigmund Freud, fundador da psicanálise. As forças da vida, representadas por Eros, estimulariam o crescimento, a integração, a autoproteção e a sobrevivência. As forças da morte, representadas por Tanatos, alimentariam os instintos destrutivos e as atitudes de auto-sabotagem, por exemplo. Da conciliação dessas forças contraditórias, surgiria o equilíbrio e o vigor emocional necessários para viver.

No entanto, o medo de morrer pode gerar um apego desmedido a elementos cotidianos e um conseqüente desespero diante da possibilidade de vir a "perder tudo" com a morte - a companhia dos amigos, o carro novo, os imóveis, o status social, os projetos não realizados. No budismo, assim como na tradição cristã, o desapego é condição essencial para uma "boa morte". "Normalmente assumimos que precisamos dominar alguma coisa para que ela nos traga felicidade. E nos perguntamos: como é possível saborear alguma coisa se não podemos possuí-la?", escreve Sogyal Rinpoche, em seu O Livro Tibetano do Viver e do Morrer. "Mas, na morte, não podemos levar nada conosco." Nem bens, nem diplomas, nem o sucesso. Eis aqui outro paradoxo: para viver bem, sem o terror e o tormento da idéia do fim, é preciso cultivar um certo desapego em relação à vida.

Em outras palavras: para experimentar a "boa morte" e morrer serenamente - em oposição a viver atarantado pela iminência da "cadavérica" e assim morrer sofrendo - é preciso absorver a idéia de que, como quase tudo neste mundo, também nós somos impermanentes.

A vida é como um contrato que estabelece a própria vigência em uma das cláusulas. Ou seja, basta estar vivo para estar sujeito às leis da existência, que determinam o seu próprio término. Lutar contra esse fato inelutável é garantia de dor. Ao contrário, aceitar a transitoriedade da condição humana - que se aplica a você, a mim e a mais seis bilhões de indivíduos - ajuda a aliviar o sofrimento que a idéia da morte costuma trazer. Você não pode mudar o fato de que vai acabar um dia. Mas você pode mudar o modo como se relaciona com esse fato. Em certas ordens religiosas católicas, os monges, ao se encontrarem nos corredores do mosteiro, costumam dizer uns aos outros: "Memento mori", uma expressão latina que significa "lembre-se de que vai morrer". A saudação - que é o contraponto de "Carpe diem" ("aproveite o dia") - funciona como um exercício espiritual de aceitação gradual e diária da morte, vendo-a como uma conseqüência da própria vida e também de preparação para o momento em que ela acontecer.

O contrário disso é o culto ao ego, ao "pequeno eu" que há dentro de cada um de nós, manifestado na não-aceitação do curso natural dos acontecimentos, quando ele não ocorre como gostaríamos. E que está presente no indivíduo que tenta se colocar sempre acima do todo a que pertence. Ao não conseguir fazê-lo, esse "eu" sofre exagerada e desnecessariamente para aceitar a parte que lhe cabe. Na vida, quanto mais você está centrado em si mesmo, sem compartilhar suas alegrias e suas frustrações com os outros, mais você sofre com a ausência de solidariedade, com o isolamento que impõe a si mesmo, com a falsa idéia de que está desamparado. Na morte, acontece a mesma coisa. Quanto menos você compartilha a sua dor - e o sofrimento é um dos elos fundamentais da humanidade -, mais insuportável ela se torna.

As perdas que você acumula ao longo da vida podem tanto potencializar o seu medo da morte quanto ensiná-lo a conviver melhor com a finitude. "Vivemos pequenas perdas todos os dias. Uma separação, uma demissão, a morte de um amigo, a notícia de uma doença incurável", diz a psicóloga Maria Helena Bromberg, coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre Luto (Lelu), da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. "Essas experiências cotidianas de morte nos ajudam a entender que nada dura para sempre. Inclusive nós, em nossa natureza mortal."

Uma história antiga ajuda a entender melhor esse processo de pequenas aprendizagens - e como muitos de nós o ignoram. Um dia, há muito tempo, um homem resolveu fazer um trato com a Morte. Prometeu a ela que não ofereceria resistência quando sua hora chegasse. Mas pediu, em troca, que fosse avisado com antecedência porque queria ter tempo suficiente para terminar todas as suas tarefas. O acordo foi feito. Tempos depois, houve um acidente grave na cidade e muitos amigos do homem morreram. Anos mais tarde, um vizinho próximo faleceu. Em seguida, foi a vez de um tio. Até que o homem ficou doente e, em alguns meses, encontrou-se com a Morte. Ela tinha vindo buscá-lo. Revoltado, reclamou: "Eu pedi que você me avisasse quando viria e não recebi um sinal!" Ao que a Morte respondeu: "A morte dos seus amigos, do seu vizinho, do seu tio não bastaram?"

Para quem busca na filosofia maneiras de lidar melhor com a morte, as reflexões finais do filósofo grego Sócrates - condenado a tomar cicuta, um veneno letal -, realizadas no século V a.C., representam um excelente exercício de aceitação. "Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas. Ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja. Ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para outro", afirmou Sócrates. Em outras palavras: para quem não acredita na continuação da vida, a morte é o nada, é a ausência completa de angústias e desesperos, é o fim das aflições. E para quem acredita na continuação da vida, a morte é a passagem desta existência para outra melhor. De qualquer modo, a dor estaria na vida e não na morte.

Quando chegou o momento de beber o veneno, Sócrates disse a seus discípulos, numa última lição: "Mas já é hora de irmos: eu para a morte e vocês para viverem. Mas quem vai para melhor sorte é segredo, exceto para Deus."

A morte é um assunto tão complexo que sequer há uma concordância entre os cientistas quanto sua definição. No campo filosófico, essa discussão fica ainda mais sinuosa. "Apesar de considerarmos a morte como um evento biologicamente irreversível, ela não pode ser determinada exclusivamente pelo critério biológico, pois envolve também questões ontológicas e filosóficas", afirma o patologista forense Marcos de Almeida, professor de Medicina Legal e Bioética da Universidade Federal de São Paulo. Alma e consciência são sinônimos? Existe uma alma imortal? Se sim, para onde ela vai quando morremos? Sem respostas definitivas da ciência, o homem busca, nas crenças religiosas, explicações para o fenômeno da morte. Para uns, trata-se de uma passagem, uma transição desta vida para outra, mais plena e mais feliz. Para outros, é o momento máximo de iluminação, uma forma de libertação do sofrimento.

Há ainda aqueles para quem morrer é simplesmente deixar de existir - como se fôssemos uma lâmpada que se apaga, sem qualquer possibilidade de transcendência.

"Pesquisas demonstram que pessoas com forte grau de envolvimento religioso, independente da crença, geralmente têm menos medo da morte", afirma a psicóloga Maria Júlia Kovácz, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM) da USP e autora de Morte e Desenvolvimento Humano. "A fé ajuda a superar a ansiedade em relação à idéia de finitude", diz ela. Para o psicanalista Roosevelt Cassorla, "na religião o indivíduo convive melhor com a finitude porque lá encontra certezas sobre por que vive, por que morre e o que acontece após a morte."

Se há uma outra vida que se segue à morte, existiria então uma continuidade da mente ou do espírito. "Viver em função dessa continuidade nos torna mais responsáveis pelas conseqüências dos nossos atos", diz a psicóloga Bel Cesar. "O fruto apodrece, cai no chão, mas deixa a semente que dará vida a outro fruto. Assim também conosco." A visão espiritual da morte implica desapego. Afinal, é também por meio da aceitação da impermanência humana que a religião ajuda a suavizar o sofrimento causado pela finitude. Por outro lado, a idéia de transcendência, do indivíduo que vence a morte, paradoxalmente embute uma aspiração à perenidade, ao não admitir que o sujeito chegue a um fim e ao propor que ele perdure em algum outro lugar, existindo de alguma outra maneira.

Em oposição à visão espiritualista da morte, há a tradição materialista ocidental, que surgiu na Antigüidade e depois foi retomada pelos filósofos do Iluminismo, a partir do século XVIII, para a qual a morte é o fim total e absoluto. Nada mais do que a interrupção de um processo neurofisiológico, de um mero evento biológico. Essa concepção, mais tarde lapidada pelos existencialistas, como o francês Jean-Paul Sartre, funda muito da nossa visão de que morrer é um fracasso, um escândalo, uma idéia inconcebível com a qual é impossível lidar e inútil tentar conviver. "Morrer é um absurdo", escreveu o filósofo existencialista Arthur Schopenhauer (1788-1860). A morte não cabe na idéia cartesiana de vida - para a qual tudo poderia ser medido, compreendido, planejado. A finitude quebra a ilusão iluminista e antropocêntrica de que o homem poderia controlar tudo por meio da sua razão. A possibilidade de não estar mais aqui amanhã não cabe nesse jeito de entender o mundo.

O Ocidente, em seu esforço por não admitir a morte, está há pelo menos 30 anos obcecado pela idéia do jovem como metáfora de vida saudável. O envelhecimento, que também pode ser saudável, é visto sempre como decrepitude - e a morte é vista sempre como a epítome disso. "Há uma negação muito clara da finitude. Sobretudo porque os valores da sociedade de massa e de consumo são antagônicos à idéia de morte: o fetichismo da juventude eterna, os ideais de progresso, a acumulação de bens, a busca da imortalidade", diz Olgária Feres Matos, professora do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. A sociedade ocidental vive um presente perpétuo, imediato. "Não há nem a visão de um futuro nem a evocação de um passado. Por isso, a morte não é admitida como uma experiência humana aceitável", afirma Olgária. O resultado é uma sociedade atormentada, que busca inutilmente a serenidade e a felicidade não no autoconhecimento, mas em fugas da realidade indiscutível de que um dia iremos deixar de existir.

"Atualmente se vive muito mal. As pessoas, hipnotizadas por falsas necessidades, não têm uma vida emocional rica. E morre-se de modo ainda pior", diz o psicanalista Roosevelt Cassorla. Muitas vezes, morre-se sozinho, na assepsia gelada dos hospitais, experimentando um dos medos mais primitivos do ser humano: a solidão. Até o luto é suprimido - uma exigência implícita para que a dor seja contida, pois os sinais de morte não podem transparecer aos que ficaram.

"Gastamos nossos dias tentando aproveitar a vida e chegamos ao momento da morte totalmente despreparados", afirma o filósofo Basílio Pawlowicz, da Associação Palas Athena, um centro de estudos especializado em temas ligados à espiritualidade, em São Paulo. "Se você não disse o que queria dizer, não amou o quanto poderia amar, não tentou aquilo que desejava tentar, logicamente morrerá angustiado, com a sensação de que a vida se foi e tudo ficou pela metade."

Mesmo no mundo ocidental, no entanto, sobrevivem tradições que, ao festejar a morte, celebram a vida. O "Dia dos Mortos", no México, é um exemplo disso. "Ainda existem aldeias que desenterram os mortos nesse dia. Trata-se de um costume indígena milenar. As refeições são feitas no cemitério e as crianças ganham doces e bombons em forma de caveiras", diz o historiador Leandro Karnal, professor de História da América na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "No interior do país, sobrevive a prática de conversar com os mortos para colocá-los a par do que aconteceu durante o ano." As famílias preparam altares para seus falecidos e neles colocam os objetos de predileção do parente morto: livros, cigarros, comidas, fotografias.

A atitude de festejar a morte também está presente na cultura japonesa. "Povoado do Moinho", o último episódio do filme Sonhos (1992), do diretor japonês Akira Kurosawa, exibe o confronto entre a antiga concepção de morte, expressa nos ritos funerários do vilarejo, e a nova, ocidentalizada, representada por um forasteiro que assiste à cerimônia. O cortejo segue, alegre, pelas ruas do povoado. Crianças, jovens e adultos cantam e dançam durante todo o trajeto do enterro. Eles celebram a morte de uma das mulheres mais velhas da aldeia. O clima de festa surpreende o forasteiro, acostumado - como nós - à atmosfera sombria de boa parte da liturgia funerária ocidental. Um velhinho centenário, então, explica ao rapaz que é uma honra encontrar a morte depois de uma existência tão plena como a daquela mulher. Por isso, tal fato merece comemoração. A história mostra como o fato de morrer pode ser encarado com serenidade e satisfação, como uma homenagem à própria vida que terminou ali.

A morte já foi vista de modo mais familiar pelo Ocidente. E não faz tanto tempo assim. Até meados do século passado, era costume morrer em casa, cercado por parentes. "A família reunia-se em volta do leito para ouvir a última palavra daquele que estava morrendo", afirma o historiador Eduardo Basto de Albuquerque, da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro. "Era um momento de despedida." Não se ocultava das crianças a morte como se faz atualmente. O velório também era, na maioria das vezes, realizado em casa - tradição que ainda sobrevive em algumas cidades do interior do Brasil. "Existiam comidas típicas para a ocasião. Os parentes preparavam alguns pratos para receber os conhecidos que participavam do enterro. Havia, inclusive, cânticos e orações especiais para o momento", diz Eduardo.

Com a morte tendo sido transferida para a impessoalidade dos hospitais, perdemos a noção da importância dos rituais funerários, que conferem um sentido ao sofrimento e à morte. A expulsão da morte da nossa intimidade, privando aquele que está prestes a morrer da nossa ternura e da nossa solidariedade nos momentos finais, é uma metáfora da negação da finitude que operamos em nossas próprias vidas. "Os rituais de morte estão presentes em todas as sociedades do planeta. Servem para a compreensão 'social' do fenômeno: ajudam a digerir o impacto provocado pela perda do outro e funcionam como fator de agregação daquela sociedade", diz o antropólogo Guillermo Ruben, da Unicamp.

"Os rituais seculares foram esvaziados de sentimentos e significado", escreveu o sociólogo alemão Nobert Elias, na arguta análise da experiência de morte nos dias de hoje, presente em A Solidão dos Moribundos. "O crescente tabu da civilização em relação à expressão de sentimentos espontâneos e fortes trava suas línguas e mãos. E os viventes podem, de maneira semiconsciente, sentir que a morte é contagiosa e ameaçadora; afastam-se involuntariamente dos moribundos", afirmou. "Mas, para os íntimos que se vão, um gesto de afeição é talvez a maior ajuda, ao lado do alívio da dor física, que os que ficam podem proporcionar."

O temor do "contágio" pela morte explica a solidão e a frieza das unidades de terapia intensiva, onde, muitas vezes, os doentes terminais morrem sem a possibilidade de dizer uma última palavra aos que amam e sem ninguém que lhe ofereça conforto espiritual. Claro que morrer assim dá muito medo. Estabelece-se aí um círculo vicioso: temos pânico da morte porque ela nos parece horrível e a tornamos muito mais horrível do que poderia ser porque nos afastamos dela - e de quem morre. O escritor budista Sogyal Rinpoche, autor de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, espantou-se quando visitou o Ocidente pela primeira vez, na década de 1970, e constatou a insensibilidade do atendimento aos doentes terminais. "O que me perturbou profundamente, e ainda continua a perturbar, é a quase inexistência de auxílio espiritual que há na cultura moderna para aqueles que vão morrer", escreveu ele. "Cuidado espiritual não é luxo para poucos; é direito essencial de todo ser humano."

No início dos anos 70, iniciou-se um movimento de humanização da medicina, principalmente no campo do atendimento aos pacientes terminais, que veio a se contrapor à frieza ainda dominante dos hospitais modernos. A enfermeira britânica Cicely Saunders inovou ao propor um atendimento multiprofissional aos pacientes portadores de câncer avançado, em locais chamados hospices. Nesses abrigos, o doente conta com os cuidados médicos e com a proximidade da família. Da equipe multiprofissional fazem parte também psicólogos e sacerdotes de diferentes religiões, prontos a oferecer assistência psicológica e espiritual. O "movimento hospice" incentivou a criação das unidades de cuidados paliativos, que funcionam ligadas aos hospitais, e do homecare, o atendimento domiciliar a pacientes terminais. A idéia é simples: tão fundamental quanto ter uma boa vida é gozar de uma morte mais humana, mais envolta em serenidade e ternura.

Eis o conceito, ainda tímido no meio médico mas bastante pertinente, de ortotanásia - a morte digna, sem abreviações desnecessárias e sem sofrimentos adicionais.

No Brasil, o pioneiro na divulgação dos cuidados paliativos foi o médico Marco Tullio de Assis Figueiredo, professor da Universidade Federal de São Paulo, antiga Escola Paulista de Medicina. Além de ter criado dois cursos voltados aos estudantes da área de saúde - um sobre Tanatologia (o estudo da morte) e outro sobre Cuidados Paliativos -, Marco Tullio implantou uma Unidade de Cuidados Paliativos no Hospital São Paulo. "Os estudantes de Medicina, em geral, nada aprendem em seus cursos sobre a morte e a dimensão do processo de morrer", diz ele, que é sócio-fundador da Associação Internacional para Hospices e Cuidados Paliativos. "Por isso, vemos médicos tentando manter a vida do paciente a qualquer preço, mesmo que isso implique em mais sofrimento para o doente." Tal prática é conhecida como distanásia, conceito que significa o prolongamento da agonia na tentativa de adiar a morte e de conseguir uma sobrevida sem qualquer qualidade - em oposição à ortotanásia.

A equipe multiprofissional de Marco Tullio também prevê o atendimento domiciliar. "Faço o possível para que meus pacientes morram em casa, próximos dos familiares. Procuramos, assim, resgatar as noções de humanidade e dignidade na morte que a medicina contemporânea perdeu", afirma ele. Outras unidades de cuidados paliativos estão sendo criadas em diversas regiões do Brasil, mas ainda existe resistência, mesmo entre os médicos, em falar de morte.

Num esforço para reaproximar o tema do cotidiano de crianças, adolescentes, adultos e idosos, a equipe do Laboratório de Estudos sobre a Morte, da USP, preparou uma trilogia de vídeos chamada Falando de Morte. Cada episódio é dedicado a uma fase da vida. E a morte é vista como uma das etapas da existência. O objetivo é estimular discussões sobre o assunto na escola, na família, nos hospitais. "Falar da morte é transformá-la em aliada, conselheira, em uma presença natural", afirma Ingrid Esslinger, integrante da equipe. "Lidar com ela de modo saudável significa ter mais realizações, finalizar mais tarefas e pedir mais perdões ao longo da vida. Só assim se vive de modo mais pleno e se pode morrer mais serenamente, rompendo com o hábito de deixar certas decisões para amanhã, depois de amanhã e assim por diante."

Na filosofia oriental, existem práticas específicas de preparação para a morte. A principal delas é a meditação, que tem o objetivo de domar a mente, a ansiedade e as emoções negativas sempre - mas especialmente no momento em que a pessoa se aproxima da morte. A maior tranqüilidade dos orientais em relação à finitude se expressa também no maior respeito em relação aos velhos. As pessoas que se encaminham para o final da vida são respeitadas, incensadas. E, não raro, têm suas existências festejadas. Não são tornadas invisíveis e indesejáveis, como ocorre com freqüência no mundo ocidental.

Uma das imagens utilizadas na meditação para caracterizar os instantes finais da existência é a de uma bela atriz sentada em frente ao espelho. O último espetáculo está prestes a começar. Ela retoca a maquiagem e repassa a sua fala antes de pisar no palco pela última vez. Está preparada para a apresentação derradeira. Esse é o objetivo da meditação: adquirir a capacidade de manter a mente tranqüila e o espírito sereno no momento da morte, independente de quando e de como ela aconteça.

Reconcilie-se com a morte. Não por morbidez, não para se esquecer de viver, não porque seja bom deixar de existir. Mas simplesmente porque ela vai acontecer e não somente com você - mas com todos os que andaram, andam ou venham a andar sobre a Terra. A você e a mim, portanto, resta apenas aprender a conviver com ela. Encará-la de frente, compreendê-la, admiti-la. Em vez de escamoteá-la, negá-la, escondê-la. E, quem sabe, assim, sofrer menos com a visita que ela nos fará um dia e com os eventuais sinais da sua presença que ela já tenha plantado ao nosso redor. Desejo uma excelente vida para você, leitor. E uma boa morte.

(Matéria da Superinteressante edição 173 Fev 2002)