quarta-feira, 20 de maio de 2009

Os Quatis (Tributo a Freddie Mercury)

Composição: Fredy Mercury




Comprei um quati
Comprei dois quati
Comprei três quatis, quatro quatis, cinco quatis, seis quatis, sete quatis
Comprei os quatis
Comprei, minha coleção de quatis

Fugiu um quati
Fugiu dois quatis
Fugiu três quatis, quatro quatis, cinco quatis, seis quatis, sete quatis
Fugiu os quatis
Fugiu, minha coleção de quatis


Voltou um quati
Voltou dois quatis
Voltou três quatis, quatro quatis, cinco quatis, seis quatis, sete quatis
Voltou os quatis
Voltou, minha coleção de quatis


Morreu um quati
Morreu dois quatis
Morreu três quatis, quatro quatis, cinco quatis, seis quatis, sete quatis
Morreu os quatis
Morreu, minha coleção de quatis

Ressucitou um quati
Ressucitou dois quatis
Ressucitou três quatis, quatro quatis, cinco quatis, seis quatis, sete quatis
Ressucitou os quatis
Ressucitou, minha coleção de quatis

Empalhei um quati
Empalhei dois quatis
Empalhei três quatis, quatro quatis, cinco quatis, seis quatis, sete quatis
Empalhei os quatis
Empalhei, minha coleção de quatis
E
Vendi um quati
Vendi dois quatis
Vendi tres quatis, quatro quatis, cinco quatis, seis quatis, sete quatis

Vendi os quatis
Vendi, minha coleção de quatis
E comprei um sagüi...

domingo, 3 de maio de 2009

A nova tecnologia Descartável

Autora: Mayara Martan

“Vende-se máquina de última geração! Não é preciso energia elétrica, nem uma parafernália de fios nem impressora. Ao apertar suas teclas ela já imprime, automaticamente...” Sim... para você que já separou R$ 10 mil reais para comprá-la eu digo: parece piada, mas se trata de uma máquina de escrever. Econômica e com a mesma função do computador. Certo...meio exagerado, mas o fato é que é real. Já dizia um amigo meu...
Hoje a tecnologia nos ilude como uma paixão platônica. Nunca a alcançamos...quando pensamos que finalmente conseguimos, ela nos dá uma rasteira, nos mostrando que ela está muito longe de nós. Voltamos ao ponto inicial: o desejo de ter sem poder.
Lembro meus tempos de criança, quando meu avô mostrava aquelas maravilhosas velharias, como a televisão de madeira, pesada, enorme e com aquele chuvisco em cinco dos oito canais. Contudo, era só colocar uma esponja de aço na ponta daquela enorme antena e estava tudo resolvido! “Que maravilha de imagem”. Hoje temos televisores de incontáveis polegadas que sequer necessitam de uma estante de mogno comprada em dez parcelas nas Casas Bahia: são os televisores de plasma, com milímetros de espessura, gigantes e leves, sem chuvisco, sem antena, conectadas via satélite por sinais eletromagnéticos. É...a tecnologia é realmente extraordinária.
Que dizer dos telefones celulares que servem para tirar fotos de celebridades em momentos indiscretos, namorados em lugares que não deveriam estar, ou o primeiro sorriso do filho mais novo? Ah! Também é utilizado para falar, de vez em quando. Ao comprarmos o último Nokia ou Motorola, com tecnologia 3G, câmera de 5 mega pixels, com capacidade de armazenar 5000 números de telefone na agenda telefônica, mais um cartão adicional de 4 GB, com tela touch screem de 5 polegadas... No outro dia será lançado um modelo com no mínimo o dobro da capacidade por R$ 1000,00 a mais? E nos sentimos as pessoas mais imbecis do mundo, por não ter esperado, porque claro que iriam inventar algo melhor! O fato é que por mais que tentemos, nunca estaremos completamente com a ultima geração de celulares ou de notebooks, veículos com GPS ou câmbio automático. Sempre existirá algo melhor. Talvez a resposta para tudo isso seja: comprem esses bens duráveis até o próximo lançamento. E será logo... eu diria até “será logo depois que você fechar esta compra”.
Nossos avós compravam móveis e eletrodomésticos para a vida toda. Quem nunca viu aquela geladeira Prosdócimo azul com pezinhos de metal? Ou aquele forno elétrico que a vovó faz bolos incomparáveis? Passados de mãe para filha até poucos anos atrás? Hoje as pessoas compram sabendo que em pouco tempo irão comprar de novo algo melhor. Que seriam das lojas e funcionários se vendessem bens duráveis para toda a vida? O que venderiam depois? Sorvete seco na saída de algum estádio... Ou doce de abóbora? Deixa quieto...
É o mesmo que falar dos casamentos de hoje que podem ser definidos como impulsos estimulados pelo desejo carnal e pela paixão arrebatadora que mora nas curvas das mulheres e nas contas de banco dos homens. Os padres logo irão mudar o discurso de felizes para sempre e até que a morte os separe por “os declaro marido e mulher até que os advogados os separem”, ou “os declaro marido e mulher até que aquele pedaço de mal caminho da secretária diga sim para você Carlão, ou o Roberto marombado rato de academia vá trocar a lâmpada da sua casa Suzana”...mas isso fica para o próximo artigo...
Não quero, contudo, dizer que a tecnologia não é importante...o texto trata apenas do comportamento compulsivo das pessoas que pela ânsia de serem os primeiros a comprar o televisor de penúltima geração (porque a última geração nunca será feita...sempre terá uma geração posterior) corre para uma loja e faz uma dívida astronômica por um ano ou mais para se sentir bem por ter adquirido algo novo. Tudo é descartável hoje em dia, ou pelo menos é a idéia que nos querem passar.
Bom... Compulsivos ou não continuaremos com essa competição contra o mercado por toda a vida: quanto mais fabricarem, mais iremos acumular carnês em casa. Só espero que não aconteça como na moda: que a cada época volta aos anos anteriores. Imagina só você chegando com a super máquina que não utiliza energia nem precisa de impressora e a coloca do lado do seu super computador de última geração, porque a moda agora é outra? Com tantas idas e vindas, seria no mínimo hilário...mas real.

MENGAO TRI CAMPEÃO CARIOCAAAAA!!!!!!!






A torcida rubro-negra chegou confiante ao Maracanã e já cantando vitória: "Vamos ser campeões, vamos Flamengo". E antes mesmo de a bola rolar, a torcida rubro-negra já anunciava o que iria acontecer na tarde deste domingo. Só não espera sofrer tanto. O título teve, novamente, um herói. O goleiro Bruno defendeu três pênaltis (um de Victor Simões no tempo normal e outros dois, de Juninho e Leandro Guerreiro, na decisão por pênaltis) e como em 2007 virou o personagem da decisão. O Flamengo chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo com gols de Kleberson, mas permitiu a reação alvinegra no segundo tempo. Assim como no primeiro duelo, a partida terminou empatada por 2 a 2. Mas aí o camisa 1 rubro-negro fez a diferença, pegou dois pênaltis e o Fla garantiu o quinto tricampeonato de sua história ao vencer por 4 a 2.
Com o título, o Flamengo assumiu a hegemonia do futebol carioca. Com 31 conquistas, o Rubro-negro passou o Fluminense pela primeira vez na história. E se em 1999-2000-2001, a vítima foi o Vasco, desta vez será o Botafogo quem vai ficar com a sina de ter perdido as três finais seguidas.
O técnico Cuca se livrou do estigma de nunca ter conquistado um título importante na carreira. Em 2007 e 2008, o treinador foi vice-campeão com o Botafogo e após a conquista da Taça Guanabara escutou a antiga torcida gritar "Vice é o Cuca". Por outro lado, Ney Franco permanece com o incômodo tabu de jamais ter vencido o Flamengo em dez jogos disputados.
A partida deste domingo foi também a última da carreira do capitão rubro-negro Fábio Luciano. O zagueiro, que completou 34 anos na última quarta-feira e levantou a taça, prometeu encerrar a carreira após a decisão do Campeonato Carioca.

Kleberson, o senhor do primeiro tempo
Kleberson comemora o primeiro gol do Fla Parecendo não acreditar no time, a torcida alvinegra, mais uma vez, decepcionou. O setor amarelo da arquibancada estava completamente vazio. Por isso, a festa era rubro-negra, que gritava o nome de Adriano antes da partida. O Imperador acertou a volta ao clube esta semana.
Moeda para o alto e Juninho ganhou a disputa com Fábio Luciano. Parecia ser um bom sinal. O capitão alvinegro escolheu o campo do lado direito das cabines de rádio. E a partida começou com 12 minutos de atraso.
No Flamengo, Cuca surpreendeu ao barrar Zé Roberto e escalar o jovem Erick Flores no ataque ao lado de Emerson. Sem Maicosuel e Reinaldo, machucados, Ney Franco precisou mudar bastante o esquema do Botafogo. O treinador apostou no 3-6-1, com Victor Simões isolado no ataque. No início, a tática até deu certo. E nos primeiro 15 minutos, o Alvinegro chegava com mais perigo ao ataque. Leandro Guerreiro recebeu bom passe pela direita, entrou na área e chutou cruzado. Para a sorte rubro-negra, a bola explodiu em Fábio Luciano e foi para fora.
Botafogo também arriscava com a chegada surpresa do zagueiro Juninho ao ataque. Nos primeiro minutos, o capitão alvinegro deu dois chutes contra o gol de Bruno da intermediária, mas sem direção. Nas cadeiras especiais, Reinaldo sofria.
- É muito ruim ficar fora do jogo. Mas tenho que passar força aos meus companheiros -disse o atacante alvinegro.
E o desespero aumentou quando Emerson errou uma cabeçada e permitiu um escanteio para o Flamengo. Justamente o zagueiro, que nos últimos dois jogos participou decisivamente de dois gols para o adversário. Na cobrança, Juan cruzou para a área e Renan saiu mal do gol. Leandro Guerreiro tocou de cabeça para o alto. A bola sobrou para Kleberson, que cabeceou encobrindo o goleiro. E Ronaldo Angelim deu um carrinho para completar para o fundo da rede. Flamengo 1 a 0.
Na comemoração, os jogadores correram para abraçar Kleberson. O juiz Péricles Bassols também apontou para o quatro árbitro creditar o gol para o meia. Mas o verdadeiro autor foi o zagueiro, que tocou na bola antes de ela entrar. E Angelim voltou para a defesa correndo sozinho, de braços abertos, em uma comemoração particular. Até o placar eletrônico anunciava o gol para Kleberson.
Após o gol, o Botafogo tentou buscar mais o ataque. Mas, desorganizado, não levava muito perigo. Aos 31 minutos, Tulio Souza cobrou uma falta de muito longe. Mas o goleiro Bruno estava antecipado pensando que a bola seria cruzada para a área e foi surpreendido. A bola encobriu o camisa 1 e bateu no travessão.
Mas o Alvinegro insistia cometer um erro fatal: fazer muitas faltas na entrada da área. Em uma delas, cobrada por Juan, Emerson quase desviou e o goleiro Renan espalmou no susto. Na segunda, não teve jeito. Em jogada ensaiada, Ibson rolou, Juan abriu as pernas para a bola passar e Kleberson apareceu soltando a bomba. A bola desviou em Alessandro, que saiu da barreira, e encobriu o goleiro Renan. Flamengo 2 a 0.
O clima esquentou. Nas cadeiras inferiores, policiais batiam covardemente em torcedores alvinegros. E o primeiro tempo terminou com o Flamengo com a taça na mão.
Victor Simões perde pênalti, mas o Botafogo reage

Túlio Souza comemora o gol de empate Para o segundo tempo, o técnico Ney Franco arriscou tudo. Tirou o zagueiro Emerson e colocou o meia-atacante Jean Carioca. E a sorte parecia mudar. Logo no primeiro minuto, Victor Simões chutou e Juan colocou a mão na bola dentro da área. O árbitro Péricles Bassols corretamente marcou pênalti.
O atacante pegou a bola para bater. Mas o chute foi fraco, no canto esquerdo. Bruno foi bem e defendeu. Os jogadores do Flamengo correram para abraçar o goleiro, que em 2007 brilhou na decisão de pênaltis contra o Botafogo. Na arquibancada, a torcida homenageava e gritava "Bruno é o melhor goleiro do Brasil".
O Botafogo não desanimou e partiu para o desespero. Victor Simões perdeu outra oportunidade dentro da área. Chute por cima do travessão. Aos 11 minutos, Cuca tirou Erick Flores e colocou Obina. Mas o Flamengo não melhorou.
E o que parecia improvável aconteceu. O Botafogo empatou em três minutos. Aos 16 minutos, falta na entrada da área do Flamengo. Juninho foi perfeito. Em vez da força, a categoria. Cobrança no ângulo direito de Bruno, que se esticou todo e não conseguiu tocar na bola. Um lindo gol. Aos 19, Leandro Guerreiro afastou um bola da defesa, Alessandro desviou e Túlio Souza surgiu livre na frente de Bruno. O meia tocou por cima do goleiro e empatou a partida: 2 a 2.
A pequena torcida alvinegra explodiu de alegria. Ney Franco pulou como um louco na área técnica. Já do outro lado, Cuca passava a mão na cabeça, reclamava, parecia não acreditar no que acontecia.
Após o gol, o Flamengo acordou. E usava a bola parada para pressionar. Toda falta perto da área era um desespero para a defesa alvinegra. Ibson chutou forte e Renan fez uma difícil defesa espalmando para fora.
O Botafogo passou, então, a segurar mais a bola e deixar o tempo passar. A pressão rubro-negra aumentou nos últimos cinco minutos. Ibson quase marcou em um chute da entrada da área. Depois, Josiel partiu livre pela esquerda e cruzou para Obina. Juninho cortou antes da conclusão. Aos 46, Juan cobrou falta. Dezessete jogadores na área. Renan espalmou para escanteio. Aos 48 minutos, o zagueiro Fábio Luciano tentou concluir para o gol com a mão. Acabou expulso. E o jogo terminou. A decisão iria para os pênaltis.

Bruno brilha e defende dois pênaltis
Com o fim da partida, o zagueiro Fábio Luciano voltou para o gramado e passou a dar força aos companheiros. A arbitragem errou feio ao permitir ao zagueiro, que foi expulso, ficar em campo. O capitão ficava ao lado de Cuca para escolher os cobradores. E participava ativamente da conversa com os jogadores. Sem ser incomodado por ninguém.
Os cinco cobradores do Flamengo foram escolhidos por Cuca: Kleberson, Juan, Aírton, Léo Moura e Ibson. Já Ney Franco optou por Léo Silva, Juninho, Gabriel, Leandro Guerreiro e Victor Simões.
O Flamengo começou a série. Kleberson chutou forte no canto direito de Renan, que ainda tocou na bola. Mas não defendeu: 1 a 0. Léo Silva veio em seguida e deslocou Bruno. Bola na esquerda, goleiro na direita: 1 a 1.
Juan foi o segundo rubro-negro. Boa cobrança no canto esquerdo: 2 a 1 Flamengo. Chegou a vez, então, do capitão Juninho. E o zagueiro, assim como na decisão por pênalti do Carioca de 2007, decepcionou. Uma bomba no meio, que o goleiro Bruno defendeu. O Rubro-negro ficava em vantagem.
Aírton aumentou o placar ao cobrar bem o terceiro pênalti. O garoto Gabriel diminuiu: 3 a 2.. O Botafogo dependia de um erro do Flamengo para seguir vivo na disputa. Mas Léo Moura bateu bem no ângulo: 4 a 2. Se Leandro Guerreiro perdesse a quarta cobrança, o título era do Flamengo. E o volante não suportou a pressão. Bateu mal, no canto direito, e Bruno defendeu. O Flamengo era tricampeão!!! Todos os jogadores correm para abraçar o camisa 1. E a torcida rubro-negra não perdoou: "Vice de novo!" gritou para os alvinegros, que saíam tristes do Maracanã. E anunciava orgulhosa com uma faixa na arquibancada: a hegemonia é nossa!