segunda-feira, 28 de abril de 2008

Minhas crônicas parte III

É tempo de contrato

Antes o namoro era um grande passo para o casamento... Hoje o namoro é um grande passo para que duas pessoas, em comum acordo, assinem um contrato.

Estamos vivendo uma época nova. Ninguém tem tempo – e nem dinheiro – para ficar mandando flores, nem convidar para jantar, ficar um dia inteiro assistindo filme ou simplesmente de papo para o ar. Quando penso em todas as pessoas que já conheci e que me interessaram, tenho a certeza de que se soubesse como são realmente, não me interessariam hoje. Bem que as pessoas dizem que a experiência vem com o tempo. E o tempo é sábio. Às vezes nos precipitamos, às vezes olhamos para o lado errado, mas no final, sempre sabemos o porquê e onde deu errado. O problema é quando não há um problema. A primeira coisa que vem a mente é que o problema é você. Puxa, como é difícil aceitar uma crítica vinda de você mesmo. A análise é feita minuciosamente, até que você coloca a culpa no parceiro. A decisão é sua. Mas a culpa sempre é dele! É engraçado pensar que você é tão seletiva quanto às pessoas que você escolhe. Mas o mais engraçado é que quando você está sozinho, nunca aparece uma santa alma masculina disponível. Quando você acha um “louco por aí”, como se define Jabor, junto com ele vem mais meia dúzia. No final das contas, você acaba sozinho de novo. Mas quando se tem internet e uma barra de chocolate, “eles” nem fazem falta. Mentira! Fazem sim. Depois ainda temos a coragem de olhar para o espelho e nos acharmos gordas obesas e soltar um famoso “ninguém me ama, ninguém me quer”! E o consolo é mais uma barra de chocolate! Se o melhor amigo do homem é o cachorro, o da mulher é o chocolate! Taí um ótimo namorado: não reclama, não pede cerveja, não sai pra jogar futebol com os amigos nos dias que você quer fazer algo diferente e ainda te satisfaz. Com ele você não passa fome, não passa vontade e não tem horário certo para degustação. Pra que coisa melhor? Calma... Isso é apenas um pensamento desesperado daquelas feministas extremistas, das quais eu passo longe. Não penso assim e nem acho que as mulheres estão certas quando querem um namorado que esteja disponível para elas 24 horas por dia! Esse tipo de relação não é namoro, é trabalho. É um contrato de prestação de serviço, sem honorários. E é um contrato como todos os outros: com deveres e deveres a serem cumpridos! Direitos? Pula essa parte... Uma cláusula muito interessante e clara sobre namoros é a “Demissão por Justa Causa”. De acordo com ela, o empregado não pode esboçar qualquer tipo de ato de improbidade, jogos de azar de sorte ou qualquer outro tipo de jogo, futebol, botão; desrespeito; mau procedimento, mas principalmente violação de segredo da empresa. Essa não tem perdão. Aliás, em um namoro, dificilmente existe o perdão. Geralmente essa palavra é substituída por uma equivalente: “vingança”! Pode demorar, mas quando menos se espera ela entra em cena. Claro que não é toda mulher que pensa assim. Eu sou uma delas. Ninguém pode tirar a liberdade do outro. Só a polícia... Ou melhor, a justiça. Mas nessa discussão, eu não vou entrar.
A verdade é que não importa o que digam, é muito bom estar sozinho. Mas nada melhor do que estar acompanhado! Ter com quem rir, para quem ligar ou, simplesmente, para sentir falta... É como diz aquele provérbio anônimo que na verdade é uma dessas frases que todo mundo diz, mas que ninguém sabe quem foi o tonto que falou primeiro: “Enquanto você não acha a pessoa certa... Divirta-se com a errada!”. E o namoro... Deixa para a próxima.

Nenhum comentário: