A boa política é uma lenda
Será que alguém já parou para pensar porque ninguém gosta de falar de política e quais seriam os motivos para essa repugnância? Entra ano e sai ano, muda partido, muda candidato, mas sempre o resultado é o mesmo. Escândalos, corrupção, falta de emprego, promessas, salários baixos, enfim, é uma salada com vários tipos de sabores e condimentos difíceis de engolir, mas que é o prato principal na mesa de cada cidadão brasileiro. Daí a resposta ao questionamento anterior: tudo que é imposto, “goela abaixo”, ao cidadão não é bem visto. Não poderia ser diferente. A salada não sustenta nem garante nenhum tipo de benefício a ele. Principalmente àqueles que precisam e se vêem amarrados a “zilhões” de burocracias.
Mas para alívio dos candidatos e dos eleitos, foi descoberto que a população sofre de uma doença chamada PMR, que foi retratada até em filme. Até as crianças sabem de que doença eu estou falando, mesmo porque o filme que citei é “Procurando Nemo” e a personagem é a Doris. Ajudou? Para contextualizar nossa discussão, a PMR ou “Perda de Memória Recente” é um quadro agudo que arrebata a população, principalmente em tempos de eleição. Este período é propício para o desenvolvimento da doença que dura cerca de 88 dias. O único remédio contra o problema é um frasco de educação, com duração mínima de 14 anos. É um remédio um pouco caro, mas quando tomado em doses anuais geralmente aplicadas em escolas públicas, para os usuários dos sistemas públicos, ou privada para os usuários dos convênios de saúde, dão bons resultados.
A política é uma incógnita, eu diria. Vejamos: quando se trata de economia, nós entendemos ou não. É simples. E temos que conhecer para aprender. Na política, quanto mais nós conhecemos e aprendemos, mais queremos nos distanciar e fingir de cego, surdo e mudo. “Quanto mais mexe mais fede”...
Contudo, não podemos, simplesmente, condenar e generalizar os fatos. A política brasileira tem raízes mal regadas desde os primórdios. No tempo em que os portugueses vieram para o Brasil, já se estava plantando milho na água. A ganância sempre foi a grande alavanca da riqueza. Mas não aquela “saudável”. Quando se tira de quem não tem para um simples prazer de ser ou se mostrar mais esperto que os outros, torna-se um ato imperdoável e indiscutível. Isso foi o que fizeram cerca de 80% dos governantes brasileiros. Dessa forma, podemos concluir que o problema maior reside nos pilares da política, naquele tempo que o povo também não lembra com freqüência. Os nossos caros políticos (caros nos dois sentidos da palavra...) são apenas os grandes impotentes do sistema. E como não podem trabalhar para mudar e melhorar, eles agem de maneira duvidosa, fazem as falcatruas pertinentes ao momento e com a maior cara deslavada ainda negam o conhecimento dos fatos, quando, de algum jeito, alguém descobre e vai até a justiça (que merece uma crônica ou um artigo também...) para tentar desvendar o novelo de lã que começa a se formar.
A boa política é um trevo de quatro folhas: existe, mas seu significado real é uma lenda. Pode até ter acontecido em um tempo remoto, mas devido à falta de prática, perdeu a essência de sua existência e morreu! De repente entrou em crise existencial...depressão, essas coisas acontecem...Principalmente aqui no Brasil. A saúde da política é uma incógnita. O antídoto continua sendo o elixir da existência: a educação. A busca de conhecimento, para que se possa fazer o discernimento do que é certo e do que é errado ainda é um bom negócio. Infelizmente não existe previsão para que o quadro mude... Por enquanto vamos fazer como Arnaldo Jabor, vamos falar de sexo.
Mayara Martan
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