segunda-feira, 28 de abril de 2008

Minhas crônicas parte IV

É tempo de lapso de memória

A Copa já acabou. O entusiasmo da vitória e o patriotismo foram para o espaço. Estamos em tempo de lapso de memória. Um bando de senhores com índole pouco confiável passando informações e promessas a respeito de um mundo utópico, que na verdade, todos sabem, existe apenas em suas cabeças. Mas o povo não se dá conta disso. Vivem em constante “lapso memorial”. Não lembram do velho discurso e do atual, não lembram do que foi prometido e não foi posto em prática, tampouco lembram porquê votaram em determinado sujeito. Mas reclamam. E como reclamam.
Parece fácil vestir pele de cordeiro e sair por aí apontando os “problemas não resolvidos na gestão passada”. É relativamente fácil se fazer de bonzinho e enganar o povo. Povo que precisa ser um pouco menos ingênuo para assimilar a malícia dos candidatos. Para esta eleição temos candidatos para todos os tipos e gostos. O problema é que nenhum faz o tipo correto e honesto. Será que para ser político precisa ser corrupto? Bom, pode até não precisar ser corrupto, mas que precisa ter a memória bem fraca, isso precisa. É como o mocinho da novela das oito: decora o discurso e faz cara de bonzinho. Não precisa ser alfabetizado em sua totalidade. Se ele souber ler mais ou menos e assinar o seu nome, pode ter a sorte de ser eleito. Talvez ele alegue ser como a maioria dos seus eleitores. Pode dizer ainda que não teve oportunidade na vida e teve que trabalhar de pedreiro. E desde cedo, sem poder freqüentar a escola, ajudava sua mãe em casa. As donas de casa, pessoas mais simples, que infelizmente passam por essas situações (porém nesse caso, são pessoas que realmente não tiveram condições reais de um futuro melhor), se comovem com a história do “pobre coitado” e direcionam o seu voto a tais figuras. Pessoas que querem mudança, que estão cansadas de serem enganadas, mas que caem nas graças desses produtos e manipulações produzidos pela mídia.
É tempo de lapso de memória. Vamos esquecer tudo que o Brasil precisa e vamos eleger um desses candidatos mercenários que não sabem de nada que acontece no seu próprio governo. Se bem que nunca o reinado pertence ao Rei. O verdadeiro papel de Sua Majestade é ser o Bobo da Corte, que de bobo não tem nada. Que vença o mais bobo, ou seja, o pior.

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